Colisão frontal entre carreta e picape deixa dois mortos na BR-163 em Sorriso
Presos do Comando Vermelho e PCC são separados para evitar confronto
As medidas adotadas são uma forma de prevenir “onda” de rebeliões e motins
Presidiários ligados ao Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) são mantidos em celas separadas ,e tomam banho de sol em horários diferentes, na Cadeia Pública de Cáceres e na Penitenciária Central (PCE), no bairro Pascoal Ramos, em Cuiabá.
As medidas adotadas pelas diretorias das unidades prisionais são uma forma de prevenir que a “onda” de rebeliões e motins, que já ocorreram em outros estados, chegue a Mato Grosso.
Em Cáceres, por exemplo, membros do PCC saem para o banho de sol de manhã e os do Comando Vermelho, à tarde.
Assim como em outras penitenciárias do Estado, a Cadeia Pública de Cáceres também está superlotada.
Atualmente, 508 presos se amontoam em 12 celas construídas para comportar 190.
Do total de reclusos, 100 estão vinculados ao Comando Vermelho e 36 ao PCC, o que também acompanha a tendência dos demais presídios em Mato Grosso, onde o Comando Vermelho tem maior presença.
O clima tenso nos presídios do Brasil (além do habitual) começou na virada de ano, quando 56 detentos morreram no complexo Anísio Jobim, em Manaus (AM), por conta da rivalidade entre facções.
Outras chacinas também já ocorreram em unidades de Roraima, Rio Grande do Norte e Paraná.
Em Mato Grosso, o estado é de alerta e de debate na busca de soluções emergências que possam minimizar o risco de rebeliões.
Ameaças de morte a agentes penitenciários e explosões de muros de presídios foram detectadas e frustradas, graças ao serviço de inteligência das forças de segurança.
Ontem (16), representantes do Poder Judiciário, das Secretarias de Estado de Segurança Pública e de Justiça e Direitos Humanos se reuniram para elaborar um documento com 12 medidas que serão apresentadas nesta terça-feira (17) ao ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, em Brasília.
Na quarta-feira (18), ele também deve receber representantes dos sindicatos de agentes penitenciários de todo o Brasil, e o presidente Michel Temer (PMDB) receberá os governadores também para tratar do assunto.