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Polícia segue sem pistas sobre assassinato de jovem em Sinop
Delegado explicou que o caso é bastante complexo
Depois de dois meses da assassinato do jovem Rurye Perossi, de 16 anos, a Polícia Civil segue sem pistas que possam levar a autoria do crime, cometido em 17 de setembro, na cidade de Sinop.
Suspeitas relacionadas a disputa por herança e ciúmes, como motivação para ação, não foram confirmadas pelo delegado Carlos Eduardo Lopes, responsável pela investigação.
Ele explicou que o caso é bastante complexo e que qualquer informação divulgada poderia atrapalhar o rumo da apuração. O delegado ressaltou ainda que os investigadores estão fazendo seu trabalho, mas que ainda não há nada concreto sobre a ocorrência. Uma linha de investigação foi estabelecida e familiares da vítima também já foram ouvidos.
O caso ganhou repercussão nacional em uma matéria transmitida pelo programa Cidade Alerta, da TV Record, apresentado por Marcelo Rezende. A narrativa mostra que Rurye havia se mudado de São Carlos, no interior de São Paulo, para Sinop há pouco mais de nove meses.
Ela estudava em um colégio particular, em um bairro nobre da cidade, e era a herdeira das posses deixadas pelo seu pai, o dentista Reda Mohamed Yussef, um libanês naturalizado brasileiro, que morreu em 2012, vítima de um aneurisma cerebral.
De acordo com os dados levantados na data do crime, três homens pararam num carro branco, um Gol, e efetuaram vários disparos. Rurye foi atingida por dois tiros no pescoço e não resistiu aos ferimentos. Uma equipe do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (SAMU) chegou a ser acionada, mas ao chegar ao local constatou o óbito da jovem. Equipes da Polícia Militar foram acionadas, mas nenhum suspeito do crime foi encontrado.
No bairro Recanto Suíço, onde o assassinato foi cometido é novo na cidade, não dispondo ainda de iluminação.
Por esse motivo, não há nenhum registro de câmeras de segurança em estabelecimentos ou residências da região que possam ser usados nas análises dos policiais.