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Paciente com câncer de Sorriso consegue na Justiça acesso à fosfoetanolamina
Porém, empresário morreu dois dias depois e não usufruiu da substância
A Justiça Federal de Sinop, em decisão inédita no Médio Norte, deferiu a liminar em favor de um paciente de Sorriso que ganhou o direito de obter o fornecimento de cápsulas de fosfoetanolamina sintética para ajudar no tratamento de câncer.
Porém, o paciente, o empresário C.J.S, de 35 anos, não usufruiu do uso da substância – usada como cura para diversos tipos de câncer.
A liminar foi deferida no último dia 5 de fevereiro. Mas, o empresário sorrisense morreu dois dias após, em 7 de fevereiro, em decorrência de uma falência múltipla dos órgãos e parada cardiorrespiratória.
O pedido para o uso da fosfoetanolamina foi protocolado na Justiça Federal de Sinop por meio de um escritório de Sorriso, que foi responsável por todo o processo judicial.
“A Dra. Luciana Donato foi a guerreira que conseguiu provar e sensibilizar o magistrado da real necessidade da liberação da fosfo para o tratamento alternativo do meu irmão. Temos que aplaudir!”, ressaltou a irmã do empresário sorrisense, a jornalista Carla Pianesso.
Câncer
C.J.S foi acometido por um câncer de testículo, com diagnóstico confirmado no final de novembro de 2015. Já em tratamento, no dia 12 de dezembro de 2015, foi feita a primeira cirurgia para retirar o tumor do testículo esquerdo.
“A cirurgia foi um sucesso. Ele enfrentou muito bem. Mas, após a intervenção cirúrgica vieram as sessões de quimioterapias, as quais debilitaram e muito meu irmão. Ele sofria com fortes dores de estômago, muitas náuseas, vômitos e outras sensações que só quem passa ou passou por isso sabe mensurar”, recordou com tristeza a irmã do empresário.
Carla lamenta que o seu irmão não tenha tido tempo de fazer uso da fosfoetanolamina.
Essa substância não passou por testes em humanos necessários para se saber se é mesmo eficaz e não tem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Porém, após diversas pesquisas, a jornalista acredita que o efeito da fosfoetanolamina é uma chance real de cura.
“Meu irmão, infelizmente não teve a oportunidade no tempo iniciar esse tratamento. Foi muito triste lidar com tudo isso. O que nos conforta é saber que existe, sim, esperança para todos aqueles acometidos com essa terrível doença”, ressaltou.