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"O sonho dela era ser mãe”, diz prima de jovem que morreu grávida
Filha de Iolanda Pimentel, de 22 anos, está internada em estado grave
“A ficha ainda não caiu. Não entendemos o que aconteceu. Ela estava tão bem. Tão feliz”. A declaração é da vendedora Jomara Nunes, de 24 anos, prima de Iolanda Pimentel, de 22, que morreu após ter um mal súbito em casa na última sexta-feira (17), em Rondonópolis (215 km ao Sul de Cuiabá).
A jovem estava grávida de nove meses. A filha dela foi salva por uma equipe do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) e continua internada em estado grave na Santa Casa do Município.
Jomara afirmou que o sonho de Iolanda era ser mãe.
“Desde que ela se casou, só pensava nisso. Quando descobriu que estava grávida foi a maior felicidade da vida dela.
Já estava tudo ‘ajeitadinho’ para a chegada da neném”, disse.
Conforme Jomara, a prima não tinha histórico de doenças e passava por uma gestação considerada tranquila.
A vendedora disse que, na sexta-feira (17), as duas passaram o dia juntas e, até então, segundo ela, a prima estava bem.
“Eu saí da casa dela por volta de 20h e nós ainda continuamos conversando por mensagens até umas 21h. Quando era 22h30, uma outra prima minha me mandou um áudio chorando e pedindo para que eu fosse até a Santa Casa”, disse.
“Até então eu não sabia o que tinha acontecido. Só depois que cheguei lá foi que minha tia me contou tudo”, completou.
De acordo com Jomara, a família está em choque. “A Iolanda é a terceira filha que minha tia perde. Não dá nem para imaginar a dor que ela está sentido. O marido da Iolanda também está inconsolável. Todos nós estamos em choque ainda. Eu era muito amiga dela. Era como se fosse uma irmã para mim” disse.
Segundo a vendedora, Iolanda passou mal após tentar cortar um frango para o jantar. “Minha tia disse que viu que ela não estava muito bem, mas pensou que era por conta da gravidez, já que ela ia ganhar a bebê em breve. Minha tia, então, pediu para que ela se sentasse. Depois que ela se sentou, ficou mexendo no celular até dar três respiradas fundas e cair no chão, já sem vida”, afirmou.
O Samu foi acionado e constatou a morte da jovem. A médica Luciana Abreu Horta - que atendeu a ocorrência - pediu autorização aos familiares para fazer uma cesariana de emergência para tentar salvar a bebê.
O parto foi feito no trajeto da viatura até a Santa Casa, mesmo sem as condições e materiais necessários para a cesária.
A criança nasceu com parada cardiorrespiratória, foi reanimada e apresentou ter a saúde estabilizada ao chegar à unidade. Ela continua internada em estado grave.
Conforme Jomara, a esperança da família agora é que a bebê fique bem.
“A Iolanda se foi, mas deixou um pedacinho dela aqui com a gente. Estamos orando muito para que ela se recupere logo”, pontuou.