Colisão frontal entre carreta e picape deixa dois mortos na BR-163 em Sorriso
MT foi 3º com maior participação de novas empresas no Centro-Oeste
De janeiro a novembro de 2016, o Estado somou mais de 32 mil
Mato Grosso foi o terceiro estado da região Centro-Oeste em participação na criação de novas empresas de janeiro a novembro de 2016, conforme dados apresentados ontem pela Serasa Experian.
No período foi contabilizado o nascimento de 32.598 novos empreendimentos, o que em nível nacional equivale a uma participação de 1,8% dos mais de 1,8 de empresas criadas nos primeiros onze meses do ano passado em todo o país.
No Centro-Oeste estão à frente de Mato Grosso os estados de Goiás com 64.695 novas empresas e participação nacional de 3,5%, seguido pelo Distrito Federal com 44.784 (2,4%) e Mato Grosso do Sul com 25.005 (1,3%). Já na comparação anual, o nascimento de empresas no Estado, no mesmo período de janeiro a novembro, recuou 3,3%, juntamente com Goiás (-4,2%) e Distrito Federal (-2,3%).
São Paulo foi responsável por 28,2% dos novos empreendimentos, totalizando 523.928. Em seguida, o estado com maior número de novas empresas é Minas Gerais, com 204.365 nascimentos, 11,0% do total. A terceira posição no ranking nacional de nascimentos de janeiro a novembro fica com Rio de Janeiro, com 201.984 novos empreendimentos, 10,9% do total.
Entre janeiro e novembro de 2016 foram criadas no Brasil 1.855.901 novas empresas, o maior número para o período desde 2010, de acordo com o Indicador Serasa Experian de Nascimento de Empresas. Trata-se de uma quantidade 0,2% superior ao anotado nos onze primeiros meses de 2015, quando ocorreram 1.851.362 nascimentos. Em novembro de 2016, porém, houve queda de 4,4% nos novos empreendimentos em relação ao mês anterior: o indicador apontou a criação de 152.943 novas empresas, número menor que os 159.991 registrados em outubro de 2016.
De acordo com os economistas da Serasa Experian, apesar de o período entre janeiro e novembro de 2016 apresentar um número recorde de novas empresas criadas no país, determinado pelo chamado empreendedorismo de necessidade (com a destruição de vagas no mercado formal de trabalho, pessoas que perderam seus empregos estão abrindo novas empresas visando à geração de alguma renda, por conta das dificuldades econômicas atuais), já é possível observar tendência de desaceleração na criação de novos negócios.
Ainda como observam os economistas, a maioria dos novos empreendedores tem como natureza jurídica Microempreendedores Individuais (MEIs) que de janeiro a novembro somaram 1.464.292, contra 1.411.931 no mesmo período de 2015, alta de 3,7%. Em relação às outras personalidades jurídicas mais ‘tradicionais’ que registram queda. “A crescente formalização dos negócios no Brasil é responsável pelo aumento constante das MEIs, registrado desde o início da série histórica do indicador. Em sete anos, passaram de menos da metade dos novos empreendimentos (49,1%, em 2010) para 78,9% no último levantamento”.