Colisão frontal entre carreta e picape deixa dois mortos na BR-163 em Sorriso
Mato Grosso elimina quase 18 mil vagas
Cortes no mercado formal pelo Estado foram os maiores da série história
Mato Grosso fechou 2016 eliminando quase 18 mil frentes de trabalho do mercado formal. Isso quer dizer que ao invés de criar novas oportunidades ocorreu o contrário, se demitiu mais do que se contratou ao longo de todo o ano passado. Além de fechar o ano contando empregos, os números mostram ainda que na comparação com o contabilizado no ano anterior, quando o exercício também fechou negativo com a eliminação de 14.941 postos formais, a crise no segmento avançou: em 2016, Mato Grosso aumento o nível anual de desemprego no Estado em 20,40%.
Conforme balanço divulgado ontem pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados pelo Ministério do Trabalho, o corte de vagas somou de janeiro a dezembro 17.990. Dos cinco principais setores da atividade econômica estadual, apenas um deles, a agropecuária, criou novas vagas, os outros quatro, fecharam 2016 com mais demissões do que contratações. A agropecuária encerrou o ano com saldo positivo de 2.712 novas vagas. Já o campeão em cortes foi a construção civil, setor – que como já bastante falado, foi bastante prejudicado pela falta de repasses do governo federal em relação à continuidade do Minha Casa, Minha Vida – que somou saldo negativo de 8.003 vagas, seguido pelo comércio com -5.146, indústria da transformação com -3.964 e serviços com -3.482.
O saldo que representa o corte anual de 17.990 postos de trabalho é o resultado da movimentação das 350.970 admissões realizadas no ano contra o maior volume de demissões, que foi de 368.960.
No Centro-Oeste, todos os estados eliminaram postos de trabalho, sendo o maior corte contabilizado no Distrito Federal, -28.843 e o menor em Mato Grosso do Sul, -1.123. Goiás somou -19.354.
DEZEMBRO – O mês foi mais um com resultados negativos dentro da performance mensal de 2016 para o segmento no Estado. O mês fechou com saldo de -12.026, ou seja, eliminou empregos formais, contabilizando desempenho negativo em todos os cinco maiores setores da atividade econômica. Construção civil, corte de 4.556 postos, seguido pelo setor de serviços, - 2.424, pela agropecuária, -1.863, pela indústria, -1.784 e pelo comércio, -1.214.
BRASIL - Nos últimos 12 meses, foram fechadas 1.321.994 vagas, 14% a menos do que no mesmo período de 2015, quando o mercado perdeu 1.534.989 postos de trabalho.
Entre as 27 unidades da federação, Roraima se destacou com resultado positivo na criação de empregos formais no ano passado. O estoque de vagas passou de 51.662 em dezembro de 2015 para 51.746 em dezembro de 2016 – uma alta de 0,16%. Além de Roraima, os estados de Mato Grosso do Sul, Goiás, Santa Catarina e Rio Grande do Sul foram os que menos sofreram com a crise em 2016.