Casal que morreu em grave acidente na BR-163 é velado e sepultado nesta terça-feira em Primaverinha
Justiça marca novo interrogatório de ex-deputado que pode entregar comparsas
Riva adotou postura de colaborar com as investigações do MPE
O juiz convocado da Sétima Vara Criminal de Cuiabá, Jurandir Florêncio de Castilho Júnior, intimou o ex-presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, José Geraldo Riva (sem partido), a depor novamente no próximo dia 28 de março para esclarecer fatos relacionados à “Operação “Imperador”, que investiga um suposto esquema que teria desviado mais de R$ 60 milhões da Assembleia Legislativa.
Jurandir substitui a titular da 7ª Vara Criminal, Selma Rosane Arruda, que está de licença. A defesa do ex-presidente do Legislativo mudou a estratégia que adotou na ocasião da deflagração do julgamento da operação, denunciado pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) em fevereiro de 2015.
No início da fase processual, que tramita no Tribunal de Justiça de Mato Grosso, Riva vinha negando qualquer tipo de envolvimento no caso.
Porém, nos últimos meses, decidiu colaborar com a Justiça e confessou alguns crimes. A tendência, agora, é que o ex-deputado estadual revele mais detalhes do suposto esquema, incluindo possíveis envolvidos.
“Vou confessar o que fiz e cada um que carregue a sua carga”, disse o ex-deputado em audiência relacionada à “Operação Arca de Noé” no dia 24 de fevereiro.
O TJ também determinou a expedição de carta precatória para a comarca de Sonora (MS) com o objetivo de intimar o empresário Elias Abraão Nassarden Junior, colaborador premiado na operação.
A ação contra Elias Nassarden é desmembrada da de José Riva.
IMPERADOR
José Riva é acusado de liderar um suposto esquema de desvios de verbas da AL-MT que, segundo o Gaeco, teria subtraído mais de R$ 60 milhões dos cofres públicos com falsas aquisições envolvendo cinco empresas do ramo de papelaria, todas de “fachada”. Os crimes teriam ocorrido entre 2005 e 2009.