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Jornalista preso em lagoa é indiciado por estupro de vulnerável
João Carlos Queiróz, de 59 anos, também irá responder por lesão corporal
O jornalista João Carlos de Queiróz, de 59 anos, preso em flagrante no último dia 27, acusado de ter abusado de uma menina de 11 anos de idade, foi indiciado por estupro de vulnerável ontem (4).
O inquérito foi concluído pelo delegado Eduardo Botelho, da Delegacia Especializada de Direitos da Criança e do Adolescente (Deddica), e remetido ao Fórum de Cuiabá. O jornalista continua preso no Centro de Ressocialização de Cuiabá, no bairro Carumbé.
De acordo com a Polícia Civil, o crime foi confirmado durante as investigações e ocorreu durante uma reunião de amigos na Lagoa Trevisan, em Cuiabá. Na ocasião, segundo o delegado, João Carlos passou a mão nos seios e nas nádegas da criança, que confirmou os abusos durante depoimento à polícia. Havia a suspeita, na época, de que o jornalista também haveria abusado de outras duas crianças, o que foi descartado pelo delegado.
João Carlos também irá responder por lesão corporal culposa, uma vez que a mulher que o acompanhava no dia do evento teve a perna quebrada após tentar entrar no carro dirigido pelo jornalista.
Conforme Eduardo Botelho, houve um tumulto entre as famílias presentes na lagoa no dia do fato, após a suspeita de que ele estaria mexendo com as crianças. O jornalista, então, entrou no carro e arrancou com o veículo, na tentativa de fugir, mas acabou derrubando a sua acompanhante. Na sequência, a polícia foi acionada e ele foi preso.
Novo inquérito
Segundo a Polícia Civil, após o envio do inquérito concluído ao fórum, uma nova denúncia de estupro de vulnerável foi feita na Deddica. A criança, que também seria uma vítima do jornalista, deverá ser ouvida ainda nesta terça-feira (05) pela equipe multidisciplinar da delegacia e um novo inquérito será aberto na unidade.