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GCCO suspeita que PMs estejam envolvidos em explosão de caixa
Delegado Flávio Stringuetta não descarta participação de vigias e policiais
O delegado Flávio Stringuetta, do Grupo de Combate ao Crime Organizado (GCCO), não descarta a hipótese de participação de policiais militares na explosão do caixa eletrônico instalado dentro Comando Geral da Polícia Militar, na madrugada desta segunda-feira (5), em Cuiabá.
O delegado disse que a falta de reação dos policias e vigias presentes no local causa estranheza. Segundo ele, o caso está sendo investigado.
“Esses criminosos costumam render quem possa dar a primeira reação – no caso, os vigias e os policiais militares – , mas isso não aconteceu. Isso chama atenção aqui da Gerência porque não houve essa rendição. Eles agiram mesmo com os policiais militares estando bem próximos e sabendo que, com o barulho da explosão, haveria reação – caso, é claro, os policiais não tenham tido participação no fato. Isso é o que está sendo apurado e vai ser motivo de investigação por parte da Polícia Militar e da GCCO”, disse.
Stringuetta ainda caracterizou a ação como uma “afronta” e “audácia” e ressaltou que a quadrilha que tentou explodir o caixa é inexperiente.
"Em princípio, a gente vê isso como uma afronta e uma audácia desses criminosos agirem dentro do Comando Geral da PM. A princípio isso está sendo investigado como uma quadrilha externa que agiu contra uma instituição. No entanto, não se descarta, em nenhuma hipótese, a participação de policiais, o que facilitaria a ação desse bando”, explicou.
“O que a gente também pode trazer como informação é que essa quadrilha parece não ter experiência nesse tipo de ação, já que utilizou uma quantidade muito grande de explosivo – o que seria desnecessário ou excessivo para ao desfecho da ação. E acabaram não conseguindo êxito”, explicou.
O crime
O caso aconteceu por volta das 3h da manhã desta segunda. O crime só foi percebido após os policiais da guarda ouvirem o barulho da explosão.
Eles pediram apoio do Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), que encaminhou viaturas da Ronda Ostensiva Tática Móvel (Rotam).
Ao entrar no local, os policiais perceberam que havia muita fumaça e os vidros estavam quebrados.
A ação foi frustrada e eles não conseguiram levar nenhum dinheiro.
A Polícia fez rondas na região, mas ninguém foi preso.
Em nota, a PM informou que vai abrir um inquérito policial para apurar as circunstâncias do fato.
O caixa pertence ao Banco do Brasil.