Motorista de Land Rover é preso após acidente que matou criança de 4 anos em Sorriso
Follmann deve ter amputação aumentada; Alan pode deixar a UTI em 24h
Segundo a equipe médica, Alan Ruschel e Rafael Henzel experimentaram deixar o leito e sentar na poltrona
Um novo boletim médico sobre os quatro brasileiros sobreviventes do acidente com o avião da Chapecoense na Colômbia foi divulgado nesta terça-feira (6), em entrevista coletiva concedida pelo corpo médico que acompanha os casos no Hospital São Vicente, em Medellín.
De acordo com o médico ortopedista da Chapecoense, Marcos Sognali, Jackson Follmann passou por uma revisão médica no local da amputação da perna direita, onde verificou-se um quadro infeccioso relevante. Assim. Follmann deve ter a amputação na perna direita aumentada em cerca de 4 cm nesta quarta (7).
"Pelo menos três centímetros de osso serão retirados amanhã. Vou tirar um pedaço do osso que não está viável, que pode ter infecção. Se definirmos que mesmo com o curativo e tirando esse pedaço ainda esteja aumentando a necrose, vamos aumentar a amputação um pouco mais", afirmou Sognali.
Segundo a equipe médica, Alan Ruschel e Rafael Henzel experimentaram deixar o leito e sentar na poltrona. Alan, inclusive, deu alguns passos com sucesso e pode deixar a UTI em 24h. Enquanto Rafael apresentou pequena elevação de temperatura (febre) e tem uma fratura no pé direito, que precisará ser corrigida com intervenção cirúrgica.
"Ontem o Alan sentou e hoje trocou alguns passos. É o que está em melhor estado, mas ainda na UTI. Nós estamos estudando possibilidade de tirá-lo para o quarto em 24h", afirmou Sognali.
Neto, último a ser resgatado após o acidente aéreo em La Unión, segue sendo o paciente que inspira mais cuidados, em coma induzido e com ventilação mecânica.
Após exposição inicial da equipe médica que acompanha os pacientes, o médico da Chapecoense, Edson Stakonski, detalhou caso a caso o quadro clínico de cada paciente.
Jackson Follmann
"Ontem à tarde foi feita uma revisão na ferida operatória, na região da amputação, foi encontrada uma infecção, por isso ele passou por um processo cirúrgico e voltou para a UTI em ventilação mecânica. Mas por que voltou em ventilação mecânica? Porque tem uma lesão na região cervical e como ele vai fazer uma nova intervenção amanhã, a ideia de entubar, extubar, entubar, extubar, a gente acha que aumenta o risco de lesão", afirmou Stakonski