Casal que morreu em grave acidente na BR-163 é velado e sepultado nesta terça-feira em Primaverinha
Fila de caminhões deve ser zerada até esta sexta-feira, diz Mapa
Governo Federal diz que adotou medidas emergenciais para dar trafegabilidade imediata
Depois de reunião no Ministério dos Transportes para tratar de problemas na rodovia BR-163, o governo anunciou que até hoje (3) deverá ser zerada a fila de caminhões que se formou em trecho do Pará por causa das intensas chuvas na região.
Os ministros Blairo Maggi (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) e Maurício Quintella (Transportes, Portos e Aviação Civil) decidiram adotar medidas de curto prazo para manter a rodovia trafegável até o fim da safra de grãos. E foi criado Grupo de Trabalho composto por representantes do Governo Federal e empresários do setor além de Comitê Gestor para atuar no local danificado.
O Diretor Geral do DNIT, Valter Cassimiro, informou que “o trecho da BR-163 onde há pontos críticos devido à combinação de chuvas com tráfego intenso será pavimentado neste ano”. Ele disse que a meta é asfaltar 60 quilômetros, em 2017. No ano que vem, serão asfaltados mais 40.
Até a conclusão das obras, serão adotadas medidas emergenciais, como o controle de tráfego com o “pare” e “siga”, trabalho de drenagem para escoar água da estrada, dando passagem aos veículos da via, especialmente de caminhões com cargas mais pesadas.
O ministro Blairo Maggi disse, após reunião, que teve a participação de produtores rurais, que a ação do governo deverá evitar que a situação se repita. As Forças Armadas estão distribuindo 3 mil cestas básicas e 9 mil galões de cinco litros de água para camioneiros e familiares que estavam sitiados na região entre as comunidades de Santa Luzia e Bela Vista do Caracol.
O Comitê Gestor será composto por representantes da Casa Civil, Ministério da Agricultura, DNIT, PRF, Exército, Defesa Civil e empresas do setor. Desde o início da semana, o DNIT já vem trabalhando em conjunto com o Exército e a Polícia Rodoviária Federal em uma força-tarefa para dar trafegabilidade aos pontos de retenção na BR-163/PA e BR-230/PA.
Por se tratar do pico da safra, as transportadoras já contabilizam aproximadamente R$ 50 milhões em prejuízos imediatos, e estimam perdas ainda maiores, caso a situação persista.
O Estado de Mato Grosso acredita no potencial de exportação de soja e milho por esta rota, e na economia que poderia ser obtida se a rodovia estivesse totalmente pavimentada, ou, ao menos, em boas condições de trafegabilidade. Em uma conta conservadora, o Estado pontua que Mato Grosso perde mais de R$ 2 bilhões por ano devido à falta de pavimentação da BR-163 no Estado do Pará - 41 anos após a sua implantação.