Casal que morreu em grave acidente na BR-163 é velado e sepultado nesta terça-feira em Primaverinha
Faiad deixa cela em véspera de ato de desagravo contra prisão e se diz 'injustiçado'
Ele estava preso em decorrência da quinta fase da Operação Sodoma
Após longas horas de espera, o advogado Francisco Faiad acaba de deixar o Corpo de Bombeiros, onde estava preso. Ele obteve habeas corpus na Justiça na noite de segunda-feira (20), mas só pode gozar da liberdade na noite de ontem (21), após a juíza Selma Arruda assinar o alvará de soltura.
Faiad se diz injustiçado e deixa a detenção às vésperas de um ato de desagravo contra sua prisão em resposta à “criminalização” da advocacia, em ato que deve contar até com a presença do presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, Cláudio Lamachia.
Em rápida entrevista na saída do Corpo de Bombeiros, Faiad comentou a a experiência dos dias preso e reclamou que não foi ouvido em nenhum momento antes ou depois da operação.
“Não é uma boa experiência, mas eu garanto pra vocês que dentro do processo que eu não conheço ainda, que eu nunca fui ouvido, não fui intimado para prestar nenhuma declaração até hoje, eu vou me defender”, garantiu.
“Todos esses fatos que eu ouvi dizer que foram me imputados não são verdadeiros, eu tenho minha consciência tranquila, vocês conhecem a minha história, o meu passado, eu estou tranquilo com relação a isso, foi uma grande injustiça, mas que durante o tempo e modo corretos eu vou apresentar minha defesa”, completou
Faiad estava preso na unidade em decorrência da quinta fase da Operação Sodoma, que identificou um esquema de corrupção no governo Silval Barbosa (PMDB) que drenava recursos públicos para quitar dívidas de campanha e arrecadar caixa para disputas futuras.
De acordo com o Ministério Público, Faiad operou o esquema enquanto foi secretário de Administração e acabou beneficiado porque recursos públicos foram usados para quitar contas da campanha de 2012, quando concorreu à Prefeitura de Cuiabá como vice de Lúdio Cabral (PT).
Além disso, o advogado, ainda de acordo com o MP, teria ficado com R$ 192 mil, exatamente o valor estipulado como fiança pelo desembargador Pedro Sakamoto.
O HC havia sido protocolado no último dia 15 pelos advogados Valber Melo e Ulisses Rabaneda.