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Estado garante mais R$ 52 milhões para o sistema penitenciário de MT
Oriundo do Funpen, o recurso será repassado a Mato Grosso na modalidade fundo a fundo
Mais 52 milhões de reais estão garantidos para investimentos no sistema penitenciário mato-grossense em 2017. Oriundo do Fundo Penitenciário Nacional (Funpen), o recurso será repassado a Mato Grosso na modalidade fundo a fundo e já possui destinação definida. O plano de aplicação dos valores compreende, principalmente, a construção de uma penitenciária de segurança máxima com 150 vagas e aparelhamento do sistema penitenciário estadual.
A transferência dos recursos foi regulamentada com a Portaria nº 1414, do Ministério da Justiça e Cidadania, publicada no Diário Oficial da União (DOU). O documento estabelece a transferência obrigatória fundo a fundo a Estados, Distrito Federal e Municípios, “independente de convênio ou instrumento congênere”.
O Plano de Adesão e de Aplicação de Recursos foi assinado pelo secretário e encaminhado ao Ministério da Justiça. O valor será transferido tão logo estiver liberada a conta bancária do Fundo Penitenciário Estadual.
Do montante destinado a Mato Grosso, R$ 31,9 milhões vão para a construção da unidade de segurança máxima, que segundo Dorileo é uma das principais demandas, já que o Estado não possui uma unidade desse perfil. O restante, mais de R$ 20 milhões, serão destinados para a aquisição de veículos, armamento e munição não letal, kits Antitumulto (capacetes, coletes, escudos e EPI), equipamentos de segurança eletrônica, além da contratação de bloqueador de celular e locação de máquina para escaneamento corporal.
Ampliação
Além das 150 vagas que serão garantidas com o novo recurso, Mato Grosso tem investido na construção de dois Centros de Detenção Provisória: um em Peixoto de Azevedo (a 673 km de Cuiabá), com 256 vagas; outro em Várzea Grande, com 1.008 vagas, podendo ser ampliado para 1,5 mil. Os dois centros são construídos com recursos do Estado e da União.
Além das construções, Mato Grosso também já é considerado um dos estados brasileiros que mais utiliza as chamadas tornozeleiras eletrônicas. O número de usuários do equipamento aumentou mais de 730%, passando de 300 reeducandos, em dezembro de 2014, para 2,5 mil detentos em agosto de 2016.