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Enfrentamento aos crimes ganha reforço do Garra
O Garra entrou em atividade em Cuiabá, Alta Floresta, Sinop, Barra do Garças, Rondonópolis, Juína e Confresa
O enfrentamento às ações criminosas no ano de 2016 ganhou reforço do Grupo Armado de Resposta Rápida (GARRA) em sete regiões integradas da Segurança Pública. O Garra entrou em atividade nos municípios de Cuiabá, Alta Floresta, Sinop, Barra do Garças, Rondonópolis, Juína e Confresa.
O delegado regional de Sinop, Sérgio Ribeiro Araújo, declarou que os policiais do Garra já foram empregados em várias demandas criminais da região, como no tráfico de drogas, que resultou na apreensão de quantidades expressivas de entorpecentes, veículos e também atuaram como reforço nas eleições de 2016 da comarca de Sorriso, para inibir a prática de crimes eleitorais e dar mais transparência ao processo eletivo.
Para o delegado geral, Rogério Atílio Modelli, os grupos táticos especializados vêm suprir uma deficiência da PJC, no atendimento de ocorrências de maior gravidade no interior do Estado, como os roubos a banco. “São ações mais complexas que precisam de policiais preparados para o atendimento rápido, até a chegada de reforços do GOE. Com os grupos especializados nesses locais, a resposta tem sido mais célere”, disse.
Antes de começar a atuar nas regiões, 94 policiais lotados nas regionais passaram por 60 horas de capacitação no 1º Estágio de Operador do Grupo Armado de Resposta Rápida (Garra), para o pronto-emprego das técnicas operacionais no atendimento de ocorrências graves ou de alto risco a integridade física de pessoas e do policial.
Treinamentos
Em cada uma das localidades, os policiais receberam intenso treinamento alinhado a conhecimentos teórico e prático. As aulas aconteceram pela manhã, à tarde e à noite, com o objetivo de aprofundar técnicas de abordagem, tiros e munição (de diferentes tipos e calibres), entrada tática em ambientes confinados, gerenciamento de crise, sobrevivência policial individual, entre outras disciplinas necessárias ao aprimoramento do policial para o emprego em ações criminosas de eminente risco.
O treinamento foi realizado por policiais da Gerência de Operações Especiais (GOE), nas Regionais da Polícia Civil, que passam a coordenar as equipes do Garra em suas localidades, em consonância com a doutrina do GOE.
De acordo com o delegado do GOE, Ramiro Mathias Ribeiro Queiroz, que também é coordenador do Garra em Cuiabá, o treinamento é padronizado. “Se juntarmos os policiais do Garra de Alta Floresta com os do Garra de Rondonópolis ou Confresa, todos vão falar a mesma linguagem. São policiais preparados para qualquer situação, sendo nosso primeiro contato na região. Se a ocorrência evoluir para uma crise ou uma situação, por exemplo, com refém, estão instruídos a chamar o GOE”, explicou.
O delegado ressalta, que a composição das equipes com quatro policiais é um dos diferenciais do Garra, por possibilitar a abordagem de várias pessoas, além de armamento, uniformes, viatura e material humano diferenciados. “Equipes com quatro policiais dão suporte maior em ocorrências. Em situação de motim podem fazer a proteção inicial numa delegacia. Eles têm conhecimento operacional do uso de munição não letal”, finalizou.
Na região metropolitana, são 19 policiais altamente treinados para agir em ocorrências complexas. No interior, nas Regionais de Barra do Garças, Sinop, Rondonópolis, Alta Floresta, Juína e Confresa, o grupo tático é composto por equipes com 10 a 15 policiais capacitados.