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Desemprego atinge 9,6 milhões no Brasil e vai ao maior nível desde 2012
Pnad Contínua indica que renda real do brasileiro ficou estável e agora é de R$ 1.939 por mês
O Brasil ganhou 545 mil desempregados entre os meses de novembro de 2015 e janeiro de 2016, atingiu a soma de 9,6 milhões de pessoas sem trabalho e bateu recorde de pessoas desocupadas.
Os dados estão na Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua, divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta quinta-feira (24).
Trata-se do maior valor absoluto de desempregados desde 2012, quando a pesquisa passou a ser feita pelo instituto.
Os 545 mil novos desocupados verificados nos três meses representam uma alta de 6% em relação a outubro de 2015, quando havia 9,1 milhões de desempregados no País.
Na comparação anual, o número de desempregados aumentou 42,3%, o que significa 2,9 milhões de pessoas a mais sem trabalho formal de janeiro de 2015 a janeiro deste ano.
O total de desempregados verificado no trimestre encerrado em janeiro corresponde a 9,5% dos trabalhadores — bem acima dos 9% constatados no trimestre compreendido entre agosto e outubro de 2015 (última pesquisa feita até então). Comparando os três meses encerrados em janeiro deste ano com o mesmo período de 2015, o resultado é pior: a desocupação era de 6,8% naquela época.
A população ocupada perdeu 656 mil pessoas na comparação entre o trimestre terminado em janeiro deste ano com aquele encerrado em outubro de 2015. Agora, o Brasil conta com 91,7 milhões de pessoas com trabalho formal. Na comparação anual, considerando o período entre novembro e janeiro de 2015 e de 2016, 1 milhão de pessoas perdeu o emprego, segundo o IBGE.
A diferença entre as pessoas que perderam empregos e aqueles que estão desempregados oficialmente existe porque nem todos os brasileiros demitidos continuam a procurar trabalho.