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Denunciado por assédio sexual, professor registra queixa de calúnia contra alunas
A situação veio à tona depois que uma delas contou à mãe que o profissional se insinuou para ela
Acusado de assediar duas alunas na Escola Estadual Antônio Paes de Barro, em Colíder, o professor A.P, de 34 anos, registrou um boletim de ocorrência contra as garotas de 15 anos, por calúnia.
A situação veio à tona depois que uma delas contou à mãe que o profissional se insinuou para ela, chegando a passar a mão em sua barriga pescoço.
A responsável foi chamada na diretoria da instituição onde foi alertada sobre o baixo rendimento e mau comportamento da menina, matriculada no 8º ano do ensino fundamental.
Além disso, ela estaria se recusando a assistir as aulas do professor. Na ocasião a mulher não foi avisada sobre o suposto caso de assédio, sendo alertada em seguida por uma professora, que pediu que ela tivesse "cuidado" com sua filha.
Questionada sobre o aviso, a adolescente relatou a situação para a mulher, afirmando ainda que o comportamento se repetiria com outras estudantes.
Segundo a jovem, o caso foi levado à coordenação no dia 23 de novembro, data em que os responsáveis afirmaram que conversariam com o professor. Diante das acusações, o docente procurou a polícia alegando ser vítima de uma mentira.
Ele informou que atua há seis anos na profissão, período no qual nunca se envolveu em problemas. De acordo com o homem, as meninas teriam se juntado para difamá-lo depois que ele as advertiu por indisciplina, chamando seus pais na escola. Elas também teriam pedido que uma terceira colega participasse da mentira, no entanto, a menor negou e contou a situação para sua mãe, que a orientou a “ficar do lado da verdade”.
A situação é investigada pela Polícia Civil, que informou por meio da assessoria que ouvirá a todos os envolvidos.