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Delegado diz que comparsa de João Emanuel está foragido
Justiça determinou uso de tornozeleira eletrônica em Mauro Chen Guo Quin
O comerciante Mauro Chen Guo Quin, acusado de integrar um esquema de estelionato supostamente praticado por meio do Grupo Soy, em Cuiabá, está foragido da Justiça há cinco meses.
A informação é do delegado Diogo Santana, da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO).
O suposto esquema, investigado pela Operação “Castelo de Areia”, gerou uma ação penal que também tem como réu o ex-presidente da Câmara de Vereadores de Cuiabá, João Emanuel – atualmente preso.
A alegada organização criminosa agia na captação de recursos financeiros. Eles solicitavam um adiantamento para as vítimas com a promessa de juros reduzidos. As vítimas pagavam cerca de R$ 400 mil e acabavam não tendo o retorno.
Conforme o delegado, na deflagração da operação, no dia 26 de agosto do ano passado, a Justiça determinou a colocação de tornozeleira eletrônica no comerciante, no entanto, ele não foi localizado. Mauro Chen Guo Quin seria morador de São Paulo, capital.
“Ele continua foragido. O nome dele entrou em uma espécie de sistema nacional e se eventualmente for abordado em algum lugar, ele será preso e depois conduzido para colocar a tornozeleira”, disse.
Segundo consta na ação penal, a Justiça de São Paulo tentou localizar o comerciante, por diversas vezes, mas ele não foi encontrado.
"Certifico eu, oficial de Justiça, que em cumprimento ao mandado nº 050.2016/202712-7 dirigi-me ao endereço (...) e aí sendo no dia 3 do 12 de 2016 às 08h15min deixei de intimar pessoalmente Mauro Chen Guo Quin, pois fui informado pelo funcionário da portaria do condomínio que o réu de fato ocupara o imóvel, mas que o informante já não o via no local há mais de um mês. Indagado, afirmou desconhecer o seu atual paradeiro", diz trecho do mandado.
Falso chinês
De acordo com Diogo Santana, Mauro Chen Guo Quin atuava no esquema como um “falso chinês”, dono de um banco estrangeiro.
Em um dos golpes, uma única vítima, identificada como Edson Vieira dos Santos, disse que quase perdeu R$ 50 milhões.
Segundo o empresário, durante a negociação, João Emanuel chegou a usar o falso chinês para convencê-lo a fechar o negócio. O ex-vereador era quem "traduzia" o que o Mauro Chen Guo Qin dizia.
Conforme o empresário, João Emanuel afirmou que ele teria um lucro de R$ 170 milhões por sua participação no investimento, caso disponibilizasse 40 folhas de cheque totalizando o valor de R$ 50 milhões, para a garantia do negócio.