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Consumidor compra salgado para os filhos e encontra larvas no recheio
Jornalista denunciou a empresa pela venda dos alimentos estragados
Surpreendido por uma porção de larvas encontrada em dois salgados oferecidos a seus filhos, o jornalista Robson Fraga denunciou um supermercado de Cuiabá pela venda dos alimentos estragados.
Os cachorros-quentes, dados aos seus filhos, um menino de 11 e uma menina de 12, foram comprados por ele por volta de 11h30 da manhã, depois que uma atendente confirmou que os alimentos haviam sido feitos naquela data.
De acordo com Robson, a situação foi notada assim que ele retornou ao carro e entregou as compras às crianças e a esposa, que chegaram a dar a primeira mordida no salgado. O filho mais velho, ao notar o gosto estranho do produto, alertou os pais que, em seguida encontraram os vermes no recheio de salsicha. Nenhum deles chegou a passar mal, mas os menores e a mulher vem apresentando dificuldades para se alimentar em decorrência do trauma.
“Meus filhos e minha mulher estão sem comer desde ontem, com medo de encontrar alguma coisa na comida ou ingerir algo estragado. Na hora que percebemos que o salgado estava podre, minha esposa ligou pro Samu pra saber como deveríamos proceder. Então fomos orientados a esperar 12h após a ingestão e procurar por uma unidade de saúde caso alguém passasse mal.”
Ele explica que chegou a voltar ao estabelecimento para relatar a situação e conversar com o proprietário, no entanto, depois de ter o dinheiro pago pelos itens devolvidos, o gerente afirmou que isso acontece e que ele não poderia fazer mais nada. O jornalista procurou a Polícia Militar (PM), para registrar um boletim de ocorrência, sendo orientado ainda a denunciar o caso na Vigilância Sanitária, fechada em decorrência do feriado municipal.
Direcionado à Central de Flagrantes, Robson foi direcionado a procurar pela Perícia Oficial de Identificação Técnica (Politec), onde foi informado que as análises só poderiam ser realizadas caso algum dos consumidores tivesse passado mal. Na manhã desta sexta-feira (9), Robson alegou ainda ter conseguido atendimento na Vigilância Sanitária, não obtendo sucesso nas chamadas telefônicas.
O Procon também foi procurado pela vítima, no entanto, só poderá autuar o estabelecimento após o laudo da Vigilância Sanitária. O diretor do órgão no município, Carlos Rafael Carvalho, explica que o procedimento se dá em razão das atribuições e do funcionamento das instituições. Assim, não cabe ao Procon avaliar se os produtos estão estragados ou não, mas realizar fiscalizações e autuações em casos de itens vencidos.
Deste modo, depois de uma comprovação de que a comida é imprópria ao consumo, a atuação é viabilizada e o estabelecimento é notificado, recebendo um prazo de 10 dias para apresentar sua defesa. Depois disso, poderão ser aplicadas penalidades como multa, suspensão da atividade ou cassação do alvará de funcionamento.
Além das denúncias já registradas, Robson alega agora que entrará contra um processo contra o supermercado, para que evitar que esta situação se repita com outras pessoas. “Não tem nada a ver com dinheiro, comprei os salgados por 2,99. É pra que eles não continuem vendendo comida podre pra outras pessoas.”
Um representante do supermercado foi procurado pela reportagem, mas as ligações não foram completadas.