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Concluído inquérito de bebê que foi torturado durante ritual de 'magia negra'
Delegado pede a conversão da prisão temporária em prisão preventiva
O delegado entrega nesta quinta-feira (2) à Justiça o inquérito policial que indicia cinco pessoas por tentativa de homicídio triplamente qualificado contra recém nascida que teve agulhas introduzidas na cabeça e corpo, durante ritual de magia negra. Crime ocorreu no mês de dezembro, na cidade de São Pedro da Cipa.
A menina de quatro meses está hospitalizada desde o dia 12 de dezembro, depois que a mãe, uma jovem de 17 anos levou a filha a uma unidade hospitalar da cidade.
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Ao constatar a gravidade do caso a equipe médica transferiu a criança para hospital de Jaciara e depois Rondonópolis (212 km ao sul).
Segundo o delegado Marcelo Melo de Laet, além do indiciar os pais da criança pelo crime e outras três pessoas, pede a conversão da prisão temporária em prisão preventiva dos cinco acusados.
São eles: a mãe da menina, de 17 anos, que está internada em unidade socioedicativa da Capital, o pai, Wellington de Jesus Costa, 28, acusado de receber R$ 250 para permitir que a filha tivesse as agulhas introduzidas no corpo.
Além deles a trabalhadora braçal Iraci Queiroz dos Santos, 42, a “Baiana”, a acusada de comandar o ritual. A filha dela, Débora Queiroz dos Santos e o marido da jovem, Ricardo César dos Santos, também foram presos, acusados de terem participado do ritual. As mulheres estão presas na cadeia feminina de Rondonópolis e os homens em Jaciara.
O crime chocou a comunidade de cerca de 3 mil moradores de São Pedro da Cipa.
A criança já foi submetida a quatro procedimentos cirúrgicos, para tentativa de retirada das quatro agulhas, três delas na cabeça e uma no abdome.
A menina ocupa há 49 dias um leito da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal da Santa Casa de Rondonópolis.
Apenas duas agulhas foram retiradas. Duas delas continuam na cabeça da criança que ainda não tem previsão de alta médica e deve passar por novas cirurgias.