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Citação de Pedro Taques em suposto esquema é destaque nacional
UOL e Folha de São Paulo publicaram matéria sobre o depoimento do empresário Alan Malouf
Depoimento de um empresário de Mato Grosso, que cita o envolvimento do governador Pedro Taques (PSDB) em um suposto esquema de corrupção na Secretaria de Educação do Estado (Seduc), foi destaque, nesta sexta-feira (23), no Folha de São Paulo e UOL.
Conforme o Portal Sorriso MT divulgou, na semana passada, a denúncia faz parte das declarações feitas por Alan Malouf, que falou sobre a cobrança de propina para quitar dívidas “não declaradas” da campanha de 2014 de Pedro Taques. Confira abaixo na íntegra a matéria da Folha:
As declarações foram prestadas pelo empresário ao Gaeco (Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado) do Ministério Público Estadual na sexta (16).
De acordo com Malouf, o governador teria procurado para que ajudasse em sua campanha de 2014 e que “teria perguntado se ele tinha interesse em assumir algum cargo no Executivo”.
Ainda no depoimento, o empresário disse não ter interesse em participar do governo. Diante da resposta, o “governador eleito teria solicitado a sua ajuda novamente para pagar débito de campanha eleitoral não declarado”.
Malouf também disse que quando o esquema foi descoberto, se reuniu duas ocasiões com o governador na sede do governo, juntamente com o chefe da Casa Civil, Paulo Taques. O empresário ainda teria dito a eles que o esquema estaria sendo descoberto e que o tucano respondeu que “daria um jeito de resolver”.
“No final do ano de 2014, Alan Malouf mencionou o que investiu a quantia de 10 milhões na campanha do atual Governador Pedro Taques, valor este não declarado, tendo dito também que teria de recuperar esse valor investido junto ao Estado”, diz trecho de sua delação
Outro lado
O governador Pedro Taques chamou as afirmações de Alan Malouf de levianas e absurdas e disse que as movimentações financeiras de campanha foram regulares.
Ele afirma que Malouf jamais “exerceu qualquer cargo ou delegação na arrecadação de fundos eleitorais”.