Ari Lafin entra no grupo dos 22 nomes mais lembrados para a Assembleia Legislativa em Mato Grosso
Cidade de MT com 3,7 mil moradores faz parte das 'top 100' da educação
Números de anuário equivalem aos gastos com educação em 2014
Apenas um dos 141 municípios mato-grossenses faz parte da lista das 100 cidades do Brasil que mais gastaram com educação por aluno. Localizada a 402 km de Cuiabá, Figueirópolis D'Oeste, que tem 3.796 habitantes, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), gastou, em 2014, exatos R$ 26.016,59 com cada aluno da rede municipal de educação. O município que tem 58 alunos matriculados é ocupa a 8ª posição no ranking nacional.
Os dados são do Anuário Multicidades produzido pela Frente Nacional dos Prefeitos, que analisa os gastos com educação em 2014. O relatório foi divulgado recentemente. Os gastos no município mato-grossense ultrapassam a média nacional que, em 2014, foi de R$ 5.565,43 por aluno.
Segundo o anuário, naquele ano, Figueirópolis D'Oeste gastou pouco mais de R$ 1,5 milhão com educação. Em primeiro lugar no ranking, Pinto Bandeira no Rio Grande do Sul, gastou quase R$ 50 mil com os 40 alunos do município. Em seguida, Grupiara no estado de Minas Gerais teve uma despesa de R$ 39,129,96 com 44 alunos. No Brasil, a despesa dos municípios com educação totalizou R$ 128,5 bilhões.
Ainda de acordo com os dados, os gastos dos municípios brasileiros por aluno aumentou nos últimos 10 anos. A justificativa apontada pela Frente Nacional dos Prefeitos é, principalmente, a diminuição no total de matrículas nas redes municipais de ensino, causada pela migração de alguns alunos para a rede privada de ensino. O número de matrículas caiu de 23.721,8, em 2010, para 23.089,0 em 2014.
Região Centro-Oeste
Em 2014, a região Centro-oeste foi a terceira do país que mais gastou com educação por aluno. A despesa com cada estudante da rede municipal foi de R$ 5.978,39, naquele ano. Os municípios da região Sudeste são os que mais gastam com cada estudante, um total de R$ 7.168,57 por aluno. Em contraponto, os estudantes do Nordeste são os que menos recebem investimentos. Na região, foram gastos R$ 4.112,88 com cada estudante.