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Bebês de mães infectadas por Zika serão acompanhados até os 3 anos
Dados mais recentes da pasta apontam 11.119 notificações de microcefalia em todo o país
A partir de agora, bebês cujas mães foram infectadas pelo vírus Zika durante a gravidez, ainda que não apresentem sintomas no nascimento, serão acompanhados até os 3 anos de idade. Além da medida da cabeça, principal critério para notificação de microcefalia, outras malformações decorrentes da infecção serão investigadas.
Para grávidas, a recomendação de ultrassonografias durante o pré-natal aumentou para duas, numa tentativa de identificar alterações neurológicas em meio à gestação. Além do exame realizado no primeiro trimestre, ele passa a ser repetido por volta do sétimo mês de gravidez. Os repasses para esse atendimento, segundo o ministério, serão de R$ 52,6 milhões.
Um ano de emergência
As medidas foram anunciadas após um ano da declaração de emergência nacional por conta do aumento de casos de microcefalia registrados no Brasil e, de acordo com o governo, atendem às recentes evidências científicas sobre efeitos da infecção por Zika na formação do bebê na gestação.
Mudança na classificação
O ministério anunciou ainda que, na classificação feita durante a notificação de casos de anomalias relacionadas ao Zika, além da confirmação, dos descartes e de identificações prováveis, será incorporado o caso inconclusivo por conta de resultados laboratoriais indefinidos e casos de recusa da investigação.
Números
Dados mais recentes da pasta apontam 11.119 notificações de microcefalia em todo o país desde novembro do ano passado, sendo que 60% foram registradas na Região Nordeste. Do total, 2.143 casos foram confirmados para microcefalia associada ao Zika - 78% deles no Nordeste.
Assistência
De acordo com o ministério, a rede de reabilitação vinculada ao Sistema Único de Saúde (SUS) conta atualmente com 1.541 serviços, sendo 147 Centros Especializados em Reabilitação (que trabalham com a estimulação precoce e a reabilitação de bebês), 4.375 Núcleos de Apoio à Saúde da Família e 2.338 Centros de Apoio Psicossocial.
A previsão da pasta é que, até dezembro, sejam habilitados novos serviços nos seguintes municípios: Alcântara, Davinópolis, São Luís e Caxias, no Maranhão; Poço Redondo e São Miguel do Aleixo, em Sergipe; Pau Brasil, Barreiras e Camaçari, na Bahia; Magé e São João de Meriti, no Rio de Janeiro; Conde e Campina Grande, na Paraíba; São José de Mipibu, no Rio Grande do Norte; e São Gabriel do Oeste, em Mato Grosso do Sul.