Colisão frontal entre carreta e picape deixa dois mortos na BR-163 em Sorriso
Bebê espancado por padrasto ainda respira por aparelhos
O menino de 1 ano e 6 meses apresenta fratura na clavícula e marcas de agressões
Boletim médico ponta que bebê vítima de maus tratos ainda respira com ajuda de aparelhos, mas quadro geral apresenta sensível melhora.
O menino de 1 ano e 6 meses apresenta fratura na clavícula e marcas de agressões pelo corpo. Ele ocupa um dos leitos da Unidade Terapia Intensiva Pediátrica da Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá.
Enquanto isso o padrasto de 41, acusado pela mãe da criança de ser o autor das agressões, continua foragido. Ele chegou a ser encaminhado até à Central de Flagrantes de Várzea Grande por agentes da Guarda Municipal, acionados pela equipe médica do Pronto-Socorro de Várzea Grande, para onde a mãe de 19 anos e o padrasto levaram o menino, na noite de sexta-feira (10).
O casal alegava que a criança havia se engasgado com um pedaço de bolo, versão que não convenceu a equipe médica, que constatou as lesões e a fratura. Encaminhado até a Central de Flagrantes, a mãe foi ouvida pelo delegado plantonista Eder Clay, mas não confirmou os maus tratos.
O suspeito foi liberado e em seguida, as conselheiras tutelares que acompanhavam o casal aproveitaram para falar com a jovem. Longe do padrasto da criança, a mulher confirmou que ele era um homem violento e que temia a reação dele. Apontou que seria o marido o autor das agressões contra o filho, declaração formalizada em relatório.
Mas neste momento o homem já havia fugido, informa Alda Figueiredo, responsável pelo Conselho Tutelar do Jardim Glória. Segundo ela, o mesmo casal que reside no bairro São Matheus, já havia sido alvo de denúncia de maus tratos contra a criança, recentemente.
Uma equipe foi designada para investigar a denúncia, mas na ocasião nada foi comprovado e o menino não apresentava lesões visíveis, como ocorreu agora.
Em relação a situação da criança, garante que ela tão logo receba alta médica será encaminhada para abrigamento em instituição. Na tarde de ontem (13), as conselheiras entregaram a documentação e relatórios ao Ministério Público da Infância, do município, buscando a formalização da perda da guarda pela família.
Quanto à abertura de inquérito policial, mesmo não recebendo em mãos o procedimento do delegado plantonista, a delegada ana Paula de Farias Campos já conversou informalmente com as conselheiras que atenderam a ocorrência para dar início à investigação, pela Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, Criança e Idoso do município.