Ari Lafin entra no grupo dos 22 nomes mais lembrados para a Assembleia Legislativa em Mato Grosso
Após perder cadeira na AL, Valdir Barranco é nomeado superintendente do Incra
Barranco ainda aguarda julgamento por parte do TRE sobre contas reprovadas no TCE
Valdir Barranco (PT) não conseguiu se efetivar deputado estadual na vaga de Pery Taborelli (PSC), após embate jurídico, mas não vai ficar sem cargo público. Foi nomeado ontem (23) para ser superintendente Regional do Incra em Mato Grosso.
O salário não é nem a metade do que ganharia como parlamentar. Ele vai receber R$ 8,5 mil, e um deputado ganha R$ 25,3 mil, mas já serve como “prêmio de consolação”.
Barranco já trabalhou no posto entre 2011 e 2014. Pediu exoneração para disputar eleição a deputado. A volta ao posto contou com forte articulação política. Foi indicado pelo deputado federal Ságuas Moraes (PT), com apoio de Carlos Bezerra (PMDB), Valtenir Pereira (PMDB) e Ezequiel Fonseca (PP) e do senador Wellington Fagundes (PR).
“Agradeço ao governo federal, principalmente aos ministros Ricardo Berzoini e Patrus Ananias, bem como a presidenta do Incra Nacional Maria Lúcia de Oliveira Falcón e seu substituto César Aldrighi pela receptividade da indicação”, diz Barranco ao mencionar demais apoios políticos recebidos.
O petista vai buscar ações em benefício de 80 mil famílias que estão no campo, no Estado. “Bem busca daquele que, sem dúvida nenhuma, é o maior desejo de milhares de cidadãos e cidadãs que há décadas foram assentados pelo Incra e aguardam ansiosamente pelo Título Definitivo de sua parcela”, conclui em nota.
Disputa jurídica à AL
Barranco ainda aguarda julgamento por parte do TRE sobre contas reprovadas no TCE. Neste momento ele não é ficha suja, já que a reprovação das contas pela Câmara de Nova Bandeirantes, de quando foi prefeito, foi revertida sob a alegação de perseguição política. Contudo, ainda tem dois casos a serem analisados e mesmo sem ter condenação para deixá-lo longe da cadeira de deputado, o TRE preferiu não tirar Taborelli do posto para não causar instabilidade política.