Colisão frontal entre carreta e picape deixa dois mortos na BR-163 em Sorriso
Após morte de investigador, policiais civis deflagram greve no ES
Agentes realizaram assembleia e definiram por paralisação
O Sindicado dos investigadores de Polícia Civil e a Associação dos Investigadores de Polícia Civil do ES decidiram cruzar os braços. Em assembleia realizada nesta quarta-feira (8), o grupo definiu que fará uma paralisação em protesto à morte de um investigador na noite de terça-feira (7).
Mario Marcelo de Albuquerque tentou impedir o roubo de uma moto em Colatina e foi baleado. Ainda não há detalhes sobre o tempo de duração da greve. Para esta quinta-feira (9), o Sindipol (Sindicato dos Policiais Civis do Espírito Santo) convocou uma assembleia para discutir uma possível greve de parte da categoria.
Sem policiais militares nas ruas desde o fim de semana — familiares de PMs bloqueiam batalhões em todo o Estado — o Espírito Santo vive uma crise de segurança. De acordo com o Sindipol, ao menos 87 assassinatos foram registrados desde sábado (4), além de dezenas de saques a comércios.
O secretário de Segurança Pública do ES e o governador em exercício do Estado falaram na manhã desta quarta-feira (8) sobre a crise pela qual passa a região desde o fim de semana. De acordo com o governo, o objetivo nesse momento é “trazer tranquilidade para o povo capixaba” e o diálogo com os policiais militares está aberto desde que os batalhões e quarteis sejam desobstruídos e os PMs voltem às ruas. Desde sexta-feira (3), familiares de policiais impedem a saída de viaturas das unidades e as ruas do ES estão sem policiamento. De acordo com o secretário André Garcia, esse “movimento tem envergonhado até policiais militares”.
— Temos determinação de retomar a normalidade e em primeiro plano garantir a segurança pública e a preservação da ordem pública. Estamos em uma crise motivada por um movimento que tem envergonhado inclusive policiais militares e causou para a sociedade muitos prejuízos e coloco na conta do movimento [a insegurança]. Todas essas mortes e atos de violência estão na conta deles.