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Polícia Civil apura furto de celular funcional e denuncia edição de conversas para atacar servidores em Sorriso
Conversas foram editadas e manipuladas para tentar incriminar servidores da instituição.
A Polícia Civil de Sorriso abriu investigação para apurar o furto de um celular funcional e o uso indevido do aparelho para divulgar, nas redes sociais, conversas editadas e manipuladas com o objetivo de atribuir condutas ilícitas a servidores da instituição. O caso veio à tona na tarde desta quinta-feira (4), após a circulação de prints suspeitos envolvendo policiais.
Segundo a corporação, a análise inicial mostrou que as mensagens divulgadas foram alteradas. Trechos teriam sido suprimidos, reorganizados ou costurados para criar narrativas falsas e induzir o público a acreditar em irregularidades inexistentes dentro da PJC. A manipulação, segundo a equipe, ocorreu após criminosos terem acesso ao conteúdo do celular furtado.
“Ao permitir que um criminoso tivesse acesso ao aparelho, ocorreu uma falha de segurança institucional. O alto escalão do crime organizado, com auxílio de um advogado, montou um grupo para editar essas conversas e produzir esse material covarde”, declarou a instituição.
A Polícia Civil também relatou que jornalistas estariam sendo pressionados a publicar o material adulterado. Para evitar danos à imagem da corporação e reforçar a transparência, a direção informou que divulgará, oportunamente, as conversas originais ao lado das versões manipuladas, demonstrando as adulterações.
“Estamos à disposição para todos os esclarecimentos. Queremos que a verdade prevaleça. Já identificamos suspeitos do furto e seguimos em diligências para recuperar o aparelho”, afirmou a direção da PJC.
A Corregedoria e o Ministério Público já foram comunicados sobre o caso.
A corporação destacou ainda que, embora o grupo de mensagens tivesse caráter descontraído, alguns assuntos de trabalho acabavam sendo mencionados conteúdos que jamais deveriam chegar às mãos de criminosos. “A principal lição é reforçar a segurança institucional. Precisamos avançar muito nesse ponto”, concluiu a PJC.