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Caso do feto encontrado em matagal completa um mês e Polícia Civil prende principal suspeito em Sorriso
Nesta sexta-feira, 21 de março de 2025, completa-se exatamente um mês desde que um feto foi encontrado em uma área de matagal no bairro Morada do Bosque, em Sorriso (MT). O caso, que comoveu profundamente a população do município, teve um desdobramento importante nos últimos dias: a Polícia Judiciária Civil prendeu o principal suspeito de ter envolvimento direto no abandono do corpo.
Segundo o delegado Dr. Bruno, responsável pelas investigações, a Polícia Civil deu prioridade total ao caso desde o início, adotando uma metodologia de investigação em ciclo concêntrico para chegar aos responsáveis. O trabalho investigativo identificou uma jovem que estava grávida, mas que não apresentava registros médicos de parto ou cesariana.
Testemunhas relataram que a gestação foi interrompida após pressões e ameaças do namorado da jovem, que teria exigido que ela realizasse o aborto com o uso do medicamento Cytotec — substância de venda controlada, frequentemente utilizada de forma irregular com fins abortivos. Após o aborto, o suspeito teria embrulhado o corpo do feto em um saco de lixo e o descartado no matagal, onde foi encontrado por um cachorro.
De acordo com o delegado, a gestante não teve condições psicológicas de prestar depoimento e será encaminhada para atendimento pela equipe especializada da delegada Dra. Jéssica, que conta com suporte psicológico para lidar com vítimas em situações delicadas como essa.
O mandado de prisão do suspeito foi expedido e, durante o cumprimento, a polícia encontrou uma arma irregular e duas caixas de munição na residência. Além disso, um veículo foi identificado como sendo utilizado para transportar o saco de lixo com o feto até o local do descarte.
Apesar de o suspeito ter, informalmente, confessado parte do ocorrido, seu depoimento formal ainda será colhido, respeitando os direitos de defesa. A Polícia Civil também irá aprofundar as investigações para identificar a origem do Cytotec, cuja venda irregular é considerada um crime grave, superior até mesmo ao tráfico de drogas, segundo o delegado.
“Foi um caso sensível, envolvendo a morte de um bebê inocente. A equipe de investigação foi brilhante ao partir de praticamente nenhuma informação e conseguir isolar o suspeito. A sociedade pode ter a certeza de que esse bebê não ficou desamparado pela polícia”, destacou o Dr. Bruno.
A Polícia Civil segue com as investigações para responsabilizar todos os envolvidos e esclarecer todos os pontos do caso, especialmente quanto à obtenção do medicamento abortivo e às circunstâncias psicológicas e sociais da jovem gestante.