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Feminicídio em Aripuanã reflete liderança de Mato Grosso em casos de violência contra mulhere
Bruna Ferreira da Silva, de 39 anos, foi encontrada morta na madrugada desta segunda-feira (27), em Aripuanã (MT), com sinais de agressão pelo corpo. Seu namorado, de 29 anos, foi preso em flagrante. A causa da morte será confirmada após exames periciais.
A Polícia Militar foi acionada pelo hospital municipal por volta da 1h, após Bruna chegar sem vida à unidade de saúde. Segundo os médicos, a vítima apresentava hematomas no pescoço e lesões nas costas e nos braços, levantando suspeitas de feminicídio.
Momentos depois, a filha da vítima, de 20 anos, compareceu ao hospital e acusou o namorado da mãe de ser o autor do crime.
Na semana anterior, Bruna procurou o hospital com um corte no supercílio e afirmou ter sido agredida. No entanto, não identificou o agressor e não registrou denúncia.
Durante as buscas, a polícia encontrou o suspeito em uma residência. Ele estava embriagado e alegou que Bruna teria desmaiado enquanto usava entorpecentes. Porém, as marcas de violência e contradições em seu relato resultaram na prisão em flagrante.
Este caso reforça os alarmantes índices de violência contra mulheres em Mato Grosso, que liderou o ranking nacional de feminicídios em 2023. Com uma taxa de 2,5 mortes a cada 100 mil mulheres, o estado registrou 46 feminicídios no período, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). Destes, apenas 11,9% das vítimas tinham medidas protetivas contra os agressores.
A alta incidência de feminicídios no estado escancara a necessidade de medidas mais eficazes para prevenir e combater a violência contra a mulher. Especialistas apontam para a urgência de políticas públicas que ampliem a proteção, conscientização e atendimento às vítimas.