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Venda de máscaras aumenta em Cuiabá após casos de suspeita de coronavírus no país
Mato Grosso não tem nenhum caso suspeito do vírus
As suspeitas de pessoas infectadas com o coronavírus no Brasil tem criado um estado de alerta para a população cuiabana. Apesar de não ter nenhum caso suspeito em Mato Grosso, a venda de máscaras cirúrgicas descartáveis, em Cuiabá, teve um aumento significativo nas últimas semanas, conforme levantamento realizado pelo G1.
O responsável pelo setor de compras de uma distribuidora de artigos hospitalares, Rafael Almeida, contou que o estoque da empresa já está chegando ao fim.
“Trabalhamos com a venda no atacado e varejo e percebemos que o aumento maior foi na venda varejista. Já estamos com dificuldade de encontrar o produto no mercado”, disse.
Em nota, a Sociedade Brasileira de Infectologia diz que não recomenda o uso de máscaras no Brasil, pois ainda não há casos comprovados no país. No entanto, a instituição afirma que cuidados higiene devem ser reforçados diante da ameaça do vírus.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária também não colocou o uso de máscara entre as recomendações à população em geral, apenas para funcionários de portos, aeroportos e fronteiras que fazem abordagem de pessoas e inspecionam bagagens acompanhadas.
Segundo Rafael, a empresa importa o produto da China, entretanto, a compra está limitada, pois a maioria das máscaras já foram adquiridas pela própria população chinesa.
“Depois do surto do coronavírus, a demanda aumentou, mas não estamos conseguindo mais importar. Estamos regrando o estoque para conseguir passar essa fase”, explicou.
A empresa vendia, por semana, uma média de 10 caixas com 50 máscaras descartáveis cada. No último mês, a venda semanal foi de 150 caixas.
Outro problema relatado pelas distribuidoras é com relação aos valores. Segundo as empresas, o valor para a importação desse produto triplicou, o que deve refletir no bolso do consumidor.
O vendedor Toninho Arruda afirmou que na farmácia onde trabalha na capital os estoque está sendo renovado.
“Não vendíamos muito essas máscaras, mas a expectativa é que a procura aumente, então estamos nos preparando abastecendo os estoques”, disse. Saiba mais.