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Veja quanto cada deputado recebeu em notas frias, segundo o MPE
Ministério Público diz que sete deputados receberam quase R$ 600 mil em documentos inidôneos
O contador Hilton Carlos da Costa Campos e o ex-servidor da Assembleia Legislativa Vinícius Prado Silveira entregaram ao Ministério Público do Estado uma série de notas fiscais que seriam “frias” e teriam como destinatário deputados e ex-parlamentares, que teriam se beneficiado com um esquema que desviou quase R$ 600 mil das verbas indenizatórias.
A informação consta no pedido de busca e apreensão feito por promotores do Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco Criminal) e do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) ao desembargador João Ferreira Filho, do Tribunal de Justiça.
De acordo com os documentos, o deputado falecido Walter Rabello foi o parlamentar que mais se beneficiou das notas fiscais frias. Ao todo foram R$ 192,7 mil em serviços que não teriam sido prestados. Para ele teriam sido emitidas 27 notas frias. A última nota emitada ao parlamentar data de 20 de outubro de 2014, dois meses antes de sua morte.
Em seguida, aparece o deputado de oposição Zeca Viana (PDT), com R$ 149,5 mil por meio de 23 notas.
O terceiro da lista é o deputado Ondanir Bortloni, o Nininho (PSD), que teria se valido de 16 notas, totalizando R$ 93,5 mil.
O quarto deputado que mais teria usado das notas sob suspeita foi o ex-deputado e atual prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro (MDB). Foram 13 notas frias, que somam R$ 91,7 mil.
Em seguida, aparece o ex-presidente da Assembleia e ex-deputado José Riva, com R$ 56,2 mil, em oito notas.
Por fim, estão dois deputados que emitiram somente uma nota. O deputado estadual Wancley Carvalho (PV), com R$ 7,2 mil, e o atual presidente da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho (DEM), com R$ R$ 7,1 mil.
Segundo os delatores, ambos não teriam emitido novas notas, pois em 2015 o então presidente da Mesa Diretora da Assembleia, deputado Guilherme Maluf (PSDB), mudou as regras e eles não precisaram mais justificar o gasto com verba indenizatória. Saiba mais.