Transporte coletivo gratuito garante acesso da população ao GAFFFF Sorriso 2026
Tortura, asfixia e fogo: Everton foi queimado vivo após execução ordenada por facção em Sorriso
Investigação revela execução ordenada por videochamada e morte por tortura, asfixia e carbonização
A Polícia Civil divulgou novos detalhes sobre o assassinato de Everton Gabriel Khel Maiolli, 24 anos, encontrado morto em uma quitinete incendiada no bairro Monte Líbano I, em Sorriso, na madrugada de 20 de novembro. O delegado Bruno França confirmou que o jovem foi torturado por horas, sofreu asfixia mecânica e teve o corpo queimado enquanto ainda estava vivo, em um crime ordenado por integrantes de uma facção criminosa de dentro do sistema prisional.
O caso veio à tona após o Corpo de Bombeiros ser acionado para controlar um incêndio no imóvel. Dentro da quitinete, os militares encontraram o corpo carbonizado de Everton. A Politec identificou a vítima por meio de impressões digitais apenas um dedo estava preservado devido à intensidade das queimaduras.
As investigações apontam que dois criminosos aguardaram Everton na esquina da rua e entraram com ele no imóvel sem resistência. Um dos envolvidos era amigo da vítima, o que facilitou o acesso à residência. Dentro da quitinete, os suspeitos vasculharam o local em busca de indícios de que Everton estaria vendendo drogas para uma facção rival. Eles encontraram entorpecentes e supostos registros no celular da vítima.
Durante cerca de três horas e onze minutos, Everton foi submetido a sessões de agressão e tortura. Os criminosos também teriam realizado uma videochamada para os mandantes do crime, presos em uma unidade prisional de Mato Grosso, para confirmar a execução.
Segundo o delegado, o suspeito preso já fez uma confissão informal, admitindo que ajudou a imobilizar Everton e participou da transmissão para os mandantes.
“A vítima foi torturada, sofreu contusões na cabeça, asfixia mecânica e queimaduras de terceiro grau. O laudo mostra que as queimaduras são causa da morte, o que indica que ele ainda estava vivo quando foi incendiado”, afirmou Bruno França.
No local, os peritos encontraram camisetas e um pano amarrado no pescoço da vítima, sinalizando tentativa de estrangulamento, além de lesões compatíveis com traumatismo craniano e grande quantidade de sangue no ambiente.
A Polícia Civil segue as buscas para localizar o segundo envolvido e identificar formalmente os mandantes que teriam ordenado a morte da vítima via videochamada. O suspeito preso teve o mandado de prisão temporária cumprido e será apresentado em audiência de custódia.