TRE exige extratos bancários "detalhados" de Selma e suplente
Os dois são investigados por suposto abuso de poder econômico e crime eleitoral
O desembargador do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT), Pedro Sakamoto, determinou que a senadora eleita por Mato Grosso, juíza aposentada Selma Arruda (PSL), e o seu 1º suplente Gilberto Possamai (PSL) apresentem, no prazo de cinco dias, extratos "mais detalhados" de suas contas bancárias durante o período pré-eleitoral.
Selma Arruda e Gilberto Possamai são investigados por suposto abuso de poder econômico e crime eleitoral e já haviam entregado espontaneamente os extratos bancários à Justiça.
O caso se refere ao contrato assinado pela magistrada aposentada com a agência Genius Publicidade, do publicitário e marqueteiro Junior Brasa, para prestação de serviço na pré-campanha. Brasa está cobrando na Justiça o pagamento de R$ 1,1 milhão em razão do rompimento de contrato.
A ação foi proposta antes da eleição pelo adversário de Selma, o advogado Sebastião Carlos (Rede).
Na decisão, Pedro Sakamoto afirmou que antes de determinar uma possível quebra de sigilo bancário dos réus, prefere conceder mais prazo para que apresentem extratos "nos moldes descritos pelo Ministério Público Eleitoral (MPE), de modo a aferir a origem e o destino dos recursos que transitaram em suas contas no período em questão, notadamente porque inexiste urgência para a apreciação desse requerimento".
Sakamoto também autorizou Selma Arruda e Gilberto Possamai a apresentarem outros documentos que "entenderem necessários para a comprovação da regularidade da movimentação financeira no período questionado".
MPF entra no polo ativo
Na mesma decisão, o desembargador voltou atrás e determinou o ingresso do Ministério Público Federal (MPF) na ação, para evitar uma segunda ação com os mesmos objetivos.
No dia 6 do outubro, Sakamoto havia negado o pedido MPF para ser polo ativo da ação, a fim de "evitar desnecessário tumulto processual". Saiba mais.