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Travesti de Mato Grosso é assassinada por motoqueiro
Vítima foi morta durante abordagem por programa, em São Paulo
A família da travesti Leticya Santos Ignácio, de 21 anos, assassinada a tiros no dia 12 deste mês, em São Bernardo do Campo (SP), cobra a punição dos responsáveis pelo crime. O corpo da jovem deve enterrado hoje (22) em Matupá, sua cidade natal, localizada a 692 km de Cuiabá.
A Polícia Civil de São Bernardo do Campo informou que a jovem foi morta supostamente durante uma abordagem para um programa sexual. O translado do corpo dela foi acompanhado pela mãe.
Leticya foi morta no centro de São Bernardo. Segundo a Polícia Civil daquela cidade, a travesti foi baleada na testa por um motoqueiro, que teria se aproximado dela requisitando um programa. A polícia ainda não sabe a motivação do crime.
A travesti Leticya morava em São Paulo havia dois meses e, segundo a avó, foi para a cidade paulista após uma proposta de trabalho. “Minha neta recebeu, há algum tempo, uma proposta de uma pessoa para trabalhar em um salão de beleza como maquiadora. Eu pedi tanto para ela ficar [em Matupá], mas ela estava sem emprego e queria muito ir”, conta a avó Vilma Maria da Silva.
Sem muito contato com Leticya durante este período, a parente revela que só descobriu que a neta fazia programa após a notícia da morte. “Conversei com uma pessoa que conhecia minha neta e ela acabou me revelando que na verdade ela fazia programa na cidade. Com certeza ela foi enganada, mentiram para ela [sobre a proposta de trabalho]”, relata.
Investigação
De acordo a delegada Teresa Alves de Mesquita Gurian, da 1ª Delegacia de Polícia de São Bernardo, a investigação ainda está em fase inicial e as circunstâncias e motivações do crime ainda estão sendo apuradas.
“Nós [polícia] já ouvimos algumas amigas próximas da vítima, mas temos poucas informações. O que sabemos é que ela foi abordada por um homem e em uma moto, provavelmente procurando um programa sexual, e que após algum fato ele acabou efetuando um disparo contra ela”, explica a delegada.
Segundo Teresa Alves, os disparos acertaram a testa da jovem que morreu no hospital. Nada de Leticya foi levado, o que leva a polícia a crer que não se tratou de um latrocínio.