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Advogado morto por dívida de R$ 4,5 milhões; três são presos
Três pessoas da mesma família foram presas na manhã deste sábado (27), durante a Operação Procuração Fatal, deflagrada pela Polícia Civil, que apura o assassinato do advogado José Antônio da Silva, ocorrido no dia 26 de junho em Nova Ubiratã. O crime teria sido motivado por uma dívida de aproximadamente R$ 4,5 milhões.
Os mandados de prisão temporária foram cumpridos contra C.B., seu filho A.V. e a neta G.V., apontados como mandantes do homicídio. O trio teria encomendado a morte para evitar o pagamento da dívida, oriunda de um contrato de honorários advocatícios.
A vítima atuava como advogado de C.B. em uma ação de reintegração de posse, com a previsão de receber 20% do valor da propriedade rural envolvida no processo. Segundo a investigação, os suspeitos acreditavam que, com a morte do advogado e na ausência de herdeiros diretos, a dívida deixaria de ser cobrada.
José Antônio foi encontrado morto em sua residência, com um disparo de arma de fogo na cabeça. A Polícia Civil identificou como um dos executores um homem de iniciais K.I., que está foragido.
Dias antes de ser morto, o advogado chegou a enviar áudios para uma sobrinha relatando que estava sendo ameaçado e temia ser assassinado. Nos áudios, ele mencionava diretamente os nomes de C.B. e familiares como possíveis responsáveis caso algo lhe acontecesse.
Durante a operação, foram cumpridas oito ordens judiciais quatro de prisão temporária e quatro de busca e apreensão nas cidades de Sorriso, Nobres e Tangará da Serra. As autoridades também investigam a participação de outros envolvidos no crime.
Mesmo com as prisões realizadas, a Polícia Civil reforça que as investigações continuam em andamento, com foco em identificar todos os participantes e elucidar completamente o caso.