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TJ mantém prisão de acusado de liderar esquema de sonegação
Já a empresária Neusa Lagemann de Campos, de Sorriso, foi solta
A 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT) manteve a prisão do empresário Wagner Fernandes Kieling, acusado de liderar o esquema investigado na Operação Crédito Podre.
Também foi mantida a prisão do cunhado do empresário Almir Cândido de Figueiredo. A operação apura esquema de fraudes na comercialização interestadual de grãos (milho, algodão, feijão, soja, arroz, milho, sorgo, painço, capim, girassol e niger), com sonegação de mais de R$ 140 milhões em ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços).
Wagner Kieling, de acordo com o Ministério Público Estadual (MPE), compunha o núcleo de liderança da organização criminosa e usava identidades falsas para cometer os crimes, sendo conhecido também pelos nomes de Wagner Fiorêncio Pimenteli, Wagner Kurtembach, Wagner Van Dorf Bauer e Laércio Laurenti Nalini Júnior.
Ele é dono da empresa Ápice Administração e Gestão Empresarial Ltda e está detido no Centro de Ressocialização de Cuiabá. A esposa dele, Keila Catarina de Paula, também está presa por conta do esquema.
No habeas corpus, a defesa de Wagner e Almir alegou que as prisões – decretadas pela juíza Selma Arruda – foram baseadas em elementos “genéricos e abstratos” e que não haveria motivos para manter as detenções, pois o MPE já ofereceu a denúncia sobre o caso.
Segundo a medida, os dados bancários e fiscais dos investigados foram quebrados sem decisão judicial.
A defesa também citou que recentemente a juíza substituiu as prisões preventivas de outros nove réus, porém as deles foram mantidas “sem que houvesse qualquer individualização das condutas criminosas que lhe foram imputadas”.
Foram soltos os seguintes réus: Neusa Lagemann de Campos (de Sorriso), Jean Carlos Lara, Diego de Jesus da Conceição, Marcelo Medina, Theo Marlon Medina, Cloves Conceição Silva, Paulo Henrique Alves Ferreira, Rinaldo Batista Ferreira Júnior e Rogério Rocha Delmindo. Saiba mais aqui.