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TJ concede liberdade a cabo da PM acusado de operar grampo
Gerson Luiz Correa Junior estava preso desde o dia 23 de maio
A 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso concedeu, por unanimidade, liberdade ao cabo Polícia Militar Gérson Luiz Ferreira Correa Junior.
A decisão foi dada na tarde desta quarta-feira (14), durante sessão, mas ainda não foi publicada. Gérson é acusado de ser um dos principais operadores do esquema de interceptações clandestinas que ocorreu no Estado. Ele estava preso desde o dia 23 de maio.
Os desembargadores Gilberto Giraldelli e Juvenal Pereira da Silva acompanharam o voto do relator, desembargador Luiz Ferreira da Silva.
De acordo com a decisão, o cabo terá que usar de tornozeleira eletrônica e se recolher em casa à noite e nos finais de semana. Ele ainda, não poderá manter contato com os demais acusados e testemunhas.
Presos há quase um ano
Até então, somente o cabo Gérson estava preso pelo caso. Também são réus do esquema o ex-comandante da Polícia Militar, coronel Zaqueu Barbosa; os coronéis Evandro Alexandre Lesco e Ronelson Barros, ex-chefe e ex-adjunto da Casa Militar, respectivamente e o coronel Januário Batista.
Ele foi o único também, a confessar o crime. O cabo afirmou que chegou a operar as escutas ilegais dentro do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público Estadual (MPE), local onde atuava.
“Nesse período, eu estava lotado no Gaeco, fazia dupla jornada. Com o surgimento da plataforma Sentinela, facilitou muito o trabalho porque o acompanhamento era operado pela web. Então, eu realizava algumas escutas na sede do Gaeco mesmo”, afirmou.
Segundo Gérson Corrêa, foi o cabo PM Euclides Luiz Torezan, também envolvido na trama, quem instalou o sistema em seu computador no Gaeco, para que ele pudesse ouvir os grampos dentro da instituição.
Do Gaeco, Gérson passou a operar os grampos de uma sala comercial, localizada na Rua Desembargador Ferreira Mendes, nº 235, na região central de Cuiabá. Lá, ele teve ajuda de outros quatros militares.
As interceptações, segundo ele, só foram interrompidas após o promotor de Justiça Mauro Zaque – que descobriu o esquema - interrogar os coronéis Zaqueu Barbosa e Airton Siqueira sobre o caso.