GAFFFF Sorriso começa dia 23 e reunirá governadores de todo o Brasil
Tenente Ledur presta depoimento este mês por tortura
Além disso, estão previstas oitivas de testemunhas no interior
A tenente do Corpo de Bombeiros Izadora Ledur de Souza, ré em ação que trata sobre a morte do soldado Rodrigo Patrício Lima Claro durante treinamento, prestará depoimento ao Juízo no próximo dia 26 de janeiro, às 14 horas, na 7ª Vara Criminal de Cuiabá.
Além dela, que era responsável direta pelo treinamento dos novatos na corporação, também foram intimados outros cinco réus: o tenente-coronel Marcelo Augusto Revéles Carvalho, o tenente Thales Emmanuel da Silva Pereira, os sargentos Diones Nunes Sirqueira e Eneas de Oliveira Xavier e o cabo Francisco Alves de Barros.
Além disso, estão previstas oitivas de testemunhas, mas que vão ocorrer por meio de cartas precatórias, pois moram em cidades do interior como Tangará da Serra, Nova Mutum, Sinop, Dom Aquino, Rondonópolis e chapada dos Guimarães.
Na mesma decisão em que o juiz Furandir Florêncio, substituto legal da juíza Selma Rosane Santos Arruda, designou a data da audiência de instrução, também foi negado a Ledur o pedido de desclassificação da acusação de crime de tortura para o crime de maus tratos, que tem pena menor.
Conforme a legislação, o crime de tortura tem pena prevista entre 2 e 8 anos de reclusão e outros agravos como a perda de cargo em casos de servidores públicos. Já em relação ao crime de maus tratos, a pena de prisão é entre 4 e 14 anos, quando se resulta em morte.
Relembre o caso
Rodrigo Claro morreu aos 21 anos de idade, no dia 15 de novembro de 2016, vítima de uma hemorragia cerebral causada poucas horas após participar de treinamento e atividades aquáticas, pelo 16º Curso de Formação de Soldado Bombeiro do Estado de Mato Grosso.
Durante o treino, ele foi submetido a sessões de afogamento durante a travessia da lagoa Trevisan. Ele chegou a ser hospitalizado, mas após cirurgia e 5 dias de internação na UTI, acabou morrendo.