Taques sugere CPI para investigar "roubo" de R$ 500 milhões da AL
Governador alfinetou deputada que propôs criação de comissão para apurar irregularidades
O governador Pedro Taques (PSDB) alfinetou a sugestão da deputada estadual Janaina Riva (PMDB) de criar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o Fundo Previdenciário do Estado de Mato Grosso (MT-Prev).
O tucano sugeriu que os parlamentares investiguem desvios investigados pelo Ministério Público a respeito dos últimos 20 anos da Assembleia Legislativa.
“Se eu fosse discutir CPI, daria a ideia da CPI do roubo de R$ 500 milhões da Assembleia Legislativa. O Ministério Público diz que roubaram esse valor da Assembleia nos últimos 20 anos. Isso seria uma boa CPI”, disse.
O governador não citou, mas se referia ao ex-presidente José Riva, pai de Janaina, que comandou o Legislativo nesse período, se revezando entre presidência e primeira secretaria.
Somente na “Operação Imperador”, Riva é acusado de desviar cerca de R$ 60 milhões dos cofres da Assembleia por meio de licitações suspeitas de serem fraudulentas.
Apesar da alfinetada da deputada do PMDB, Taques minimizou a criação da CPI.
“Uma Comissão Parlamentar de Inquérito é importante, e não me cabe discutir se tem que ter CPI ou não na Assembleia. Isso é decisão dos próprios deputados”, afirmou.
A CPI
Janaina diz já ter nove assinaturas de parlamentares, uma a mais do necessário, para pedir a abertura da CPI.
Segundo ela, o objetivo é investigar um suposto rombo de R$ 700 milhões no MT Prev.
Entretanto, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho (PSB), disse que membros da base governista que assinaram a propositura podem retirá-la ainda nesta semana.
“Vamos sentar com a base e discutir se vamos manter a assinatura, se vão retirar. Os deputados têm a prerrogativa de retirar a assinatura. Não há movimento do Governo nesse sentido, mas pode ser que os próprios deputados sintam a vontade de retirar a assinatura”, disse.