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Suspeito de gerenciar jogo em Rondonópolis se entrega à GCCO
O suspeito é primo de Frederico Coutinho, apontado como um dos controladores da atividade em MT
Um dos alvos da Operação Mantus, desencadeada pela Polícia Civil na quarta-feira (29), o gerente Eduardo Coutinho Gomes se apresentou à Polícia Civil nesta quinta.
A operação investiga dois grupos suspeitos de envolvimento com lavagem de dinheiro e o jogo do bicho supostamente liderados pelo bicheiro João Arcanjo Ribeiro, o genro dele, Giovanni Zem Rodrigues, e o empresário Frederico Muller Coutinho - que seria concorrente de Arcanjo.
Com a prisão decretada pela Justiça, Eduardo se apresentou na sede da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), acompanhado de seus advogados.
Segundo o delegado titular da GCCO, Flávio Stringueta, ele seria gerente da jogatina na região de Rondonópolis (220 km de Cuiabá). Ele é primo distante de Frederico.
Frederico é um dos delatores da Operação Sodoma, que investigou fraudes que resultaram na prisão do ex-governador Silval Barbosa.
Segundo a Polícia Civil, durante as investigações da Operação Mantus, foi identificada uma acirrada disputa de espaço entre Arcanjo e Frederico, havendo inclusive situações de extorsão mediante sequestro praticada com o objetivo de manter o controle do jogo em algumas cidades.
A operação
Deflagrada na quarta-feira (29), a operação deu cumprimento a 63 mandados judiciais, sendo 33 de prisão preventiva e 30 de busca e apreensão domiciliar.
Os mandados judiciais foram expedidos pelo juiz da 7ª Vara Criminal da Comarca de Cuiabá, Jorge Luiz Tadeu.
Além de Cuiabá, as ordens judiciais foram cumpridas em Várzea Grande e em mais 5 cidades do interior do Estado. Arcanjo foi preso na sua residência e seu genro, no Aeroporto de Guarulhos (SP), com o apoio da Polícia Federal. Já Coutinho foi preso em seu apartamento.
Segundo o delegado Luiz Henrique Damasceno, a investigação começou em agosto de 2017, quando a Polícia Civil recebeu uma denúncia de um colaborador - que não quis se identificar - sobre a permanência e continuidade do jogo do bicho em Cuiabá.
Os suspeitos devem responder pelo crime de organização criminosa, lavagem de dinheiro, contravenção penal do jogo do bicho e extorsão mediante sequestro, cujas penas somadas ultrapassam 30 anos.