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Sorriso: trabalhador de chácara alega que matou homem para proteger o filho deficiente
Advogado disse que Edimar Alcântara teria ameaçado uma criança
O homem acusado de matar Edimar Alcântara, de 43 anos, com golpes de faca, alega ter agido “em legítima defesa”, bem como para proteger o filho, de 4 anos. O crime ocorreu após uma briga entre os trabalhadores de uma chácara, que fica situada na estrada vicinal próxima ao aterro sanitário de Sorriso, no último sábado (10).
O suspeito do crime, identificado com José Rita Farias Frazão, de 36 anos, se apresentou na delegacia de Polícia Civil na tarde desta quarta-feira (14). Ele foi ouvido pelo delegado e liberado.
Em entrevista à TV Sorriso, o advogado de defesa do acusado, Célio Reis de Oliveira, disse que será instaurado inquérito policial e que, no decorrer do término, o seu cliente espera continuar com as suas atividades normalmente.
“Ele continuará trabalhando e cuidando do filho na chácara. Ele tem casa própria no município de Santa Helena. Inclusive, dia 29 haverá uma audiência sobre auxílio doença porque ele sofreu um acidente de trabalho, no qual perdeu parte do pé”.
Sobre o crime
De acordo com o advogado, o acusado do homicídio trabalhava na chácara onde o crime ocorreu há 4 anos.
“Chegou um rapaz há uns 10 dias e começou a trabalhar no local e, em tese, ele seria usuário de drogas e fazia uso de bebidas alcoólicas. Ele vinha para cidade e voltava alterado. Meu cliente tem um filho menor, uma criança de 3 ou 4 anos, que mudou o comportamento após a chegada desse rapaz [Edimar]. A criança sempre saía correndo, com medo dele”.
Sobre o dia em que o crime ocorreu, o advogado relata que José narrou todos os detalhes à polícia. “Segundo meu cliente, ele [Edimar] chegou embriagado aparentando ter feito uso de substância entorpecente e entrou no barraco com o pênis amostra e segurando uma banana na mão e disse que a enfiaria no ânus do cliente e que cortaria a orelha da criança, que também era chamada de boiola por ele”.
O acusado relatou que a própria dona da chácara pediu, no sábado, para que Edimar entregasse a faca, mas ele se negou. “Nesse momento, meu cliente conseguiu tomar a faca e pediu para ele ir embora. Mas, ele deu um chute em meu cliente, que acabou o esfaqueando. Em tese, o motivo seria proteger a si e ao filho que é surdo-mudo”.
Sobre ter fugido do local, José diz que não se apresentou na delegacia porque precisou levar o filho à casa da avó materna dele.
“Meu cliente não tem ficha criminal e há mais de 15 anos trabalha na região. Todos falam que José é um homem trabalhador, uma pessoa humilde, analfabeto, porém cumpridor dos seus deveres. Em tese, ele agiu em legítima defesa e, principalmente, em defesa do filho”, finalizou o advogado.
A versão apresentada pelo suspeito será investigada pela Polícia Civil.
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Confira AQUI a reportagem completa no Cidade Alerta, programa da TV Sorriso (Record TV).