Sorriso: paciente morre no Hospital Regional e outro é internado na UTI por doença não identificada
A unidade médica emitiu uma nota afirmando que está investigando o caso, mas que todos os procedimentos e cuidados médicos necessários foram e estão sendo feitos.
O Hospital Regional de Sorriso emitiu uma nota na tarde desta sexta-feira sobre o caso de dois pacientes que foram internados na unidade com os mesmos sintomas, porém sem diagnóstico.
Um dos homens morreu em Lucas do Rio Verde, há cerca de dez dias, quando foi transferido para a Unidade de Terapia Intensiva (U.T.I.) do hospital luverdense. O outro segue internado na U.T.I. do regional sorrisense.
Ambos trabalhavam juntos na desmontagem de um armazém próximo ao residencial Mário Raiter, quando tiveram que descer até um fosso, onde atuaram por algum tempo. Posteriormente, quando saíram, começaram a se sentir mal, com dores de cabeça.
Um deles, de 33 anos, procurou a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) por três vezes e em duas delas passou pela consulta e foi liberado. Na terceira, acabou transferido para o Hospital Regional, onde ficou internado até ser realocado para o município vizinho e morrer. O outro, que tem 34 anos, também foi internado na U.T.I., em Sorriso, e segue sem diagnóstico.
Na nota emitida, a diretoria do Regional afirma que está investigando o caso, e que "...a conduta médica considera as várias possibilidades de possíveis agentes causadores, porém diante dessa situação, tanto o resultado dos exames laboratoriais, quanto as investigações do ambiente que os pacientes estiveram expostos, não vão mudar os procedimentos e cuidados médicos."
Confira a nota na íntegra abaixo:
O Hospital Regional de Sorriso recebeu os pacientes e realizou os primeiros atendimentos. A partir dos sintomas clínicos relatados, pelos próprios pacientes e médicos que fizeram os encaminhamentos, iniciou-se a investigação epidemiológica (possíveis doenças/patologias e agentes causadores).
Também foi coletado material e encaminhado para o laboratório de referência, o MT Laboratório, para investigação dos agentes causadores. Alguns resultados preliminares já foram liberados, descartando inicialmente a possibilidade de hantavirose e leptospirose, causadas por vírus e bactérias e microrganismos, geralmente presentes em ambientes com a presença de ratos.
A equipe médica está aguardando a liberação do resultado da análise da segunda amostra, que foi coletada para descartar com maior segurança essas doenças e o resultado de outros exames, que levam um tempo maior para serem liberados por que são encaminhados para laboratórios de referência fora do estado de Mato Grosso.
Em contato com os familiares, chegaram informações sobre o ambiente em que os pacientes estiveram trabalhando e então foi comunicado a Vigilância Sanitária do município que iniciou as investigações e que ainda estão em andamento.
A conduta médica considera as várias possibilidades de possíveis agentes causadores, porém diante dessa situação, tanto o resultado dos exames laboratoriais, quanto as investigações do ambiente que os pacientes estiveram expostos, não vão mudar os procedimentos e cuidados médicos.
Ressalte-se que o que é possível ser feito para garantir uma boa evolução do paciente que está internado no hospital está sendo feito. E isso sempre foi compartilhado com os familiares. A determinação das causas é importante para evitar que outras pessoas também sejam expostas e adoeçam.