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Sorriso: Leandro Damiani contesta que contas sejam bloqueadas em ação por improbidade
A justiça bloqueou as contas do vereador em ação cível movida pelo Ministério Público
Uma ação cível movida pelo Ministério Público Estadual (MPE) aponta que o vereador Leandro Damiani teria participado de suposta prática de improbidade administrativa. As contas do parlamentar foram bloqueadas, mas ele afirma que estava afastado do cargo de gerente da incubadora de Sorriso e que faltam provas contra ele.
Na ação, o parlamentar é suspeito de causar dano ao erário no período em que foi gerente da Incubadora de Empresa Sorriso. A denúncia de improbidade administra foi oferecida pelo diretor executivo da incubadora (IES) Everson Aparecido Reis, em 2013.
O MPE aponta que houve suposto desvio de verbas públicas proveniente do convênio celebrado entre a prefeitura e o Sebrae, em 2009, para a aplicação de verbas públicas junto ao IES, na ordem de R$ 240 mil. Em entrevista à TV Sorriso, o vereador entende que o bloqueio é uma forma de abuso de poder e que recorrerá junto à corregedoria, em Cuiabá.
Damiani afirma que estava afastado do cargo de gerente. "Na denúncia eu apareço como acusado e diretor da incubadora de Sorriso de 2009 a 2012. Em 2009 eu não trabalhei na Prefeitura. Eu sou concursado e tenho portaria do dia 2 de fevereiro de 2009 onde eu tinha licença de três anos. O ano de 2009 eu não trabalhei no município e nessa ação diz que eu trabalhei em 2009, 2010, 2011 e 2012 como diretor da incubadora. Mas em 2009 eu estava de licença. Eu voltei para a Prefeitura para trabalhar na agência do Ministério do Trabalho que acabara de abrir em Sorriso. Mas eu voltei para a Prefeitura de Sorriso dia 1 de abril de 2010".
Ainda segundo o parlamenta, no dia 2 de abril ele foi cedido para atuar na agência do Ministério do Trabalho. "Estou juntando todas as notas e vou juntar na minha defesa. Fui gerente da incubadora de 2006 a 2008. Em 2008 nós tivemos a aprovação desse convênio com o Sebrae, com a proposta de incentivo às empresas e foi assinado em 4 de fevereiro de 2009, e eu peguei licença no dia 1 de fevereiro de 2009. Peguei licença três dias antes do convênio".
O parlamentar diz para a execução do convênio entre a Prefeitura e o Sebrae só entrou recurso na conta a partir de 2019. "E foi quando eu já tinha saído. Eu não se lembro se foi em 2011, mas eu fui convidado para ajudar na incubadora, que tinha proposta para eu ser coordenador. Então, eu trabalhava no Ministério, das 7h às 13h, e algumas tarde eu ia para a incubadora para tentar organizar as empresas. Mas eu não comprava e eu não pagava. E a nomeação para eu ser coordenador nunca saiu e isso pode ser provado através das portarias".
A ação busca “condenação solidária dos réus ao ressarcimento da quantia mínima estimada de R$ 240 mil a ser acrescida da devida correção monetária e juros”. Segundo a denúncia, houve suposto "desvio das verbas mencionadas isto, porque, analisando-se as notas e as prestações de contas dos anos anteriores, fica evidente a presença de irregularidades”.
Confira AQUI e AQUI a reportagem completa no Cidade Alerta, programa da TV Sorriso (Record TV).