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Sorriso: delegado pede que advogado respeite a polícia assim como é respeitado pela instituição
“Peço a gentileza e a cordialidade do advogado em tratar com respeito a nossa instituição, assim como nós tratamos todos os advogados” disse o delegado
Em resposta a entrevista concedida à TV Sorriso/Portal Sorriso pelo advogado Mathis Haley que faz a defesa de Adair César Martini, suspeito de ser o mandante de uma tentativa de homicídio motivada pela posse de uma chácara, situada nas proximidades do bairro Santa Maria, o delegado Nilson Farias da Polícia Judiciária Civil de Sorriso, pede que o advogado trate a instituição com mais respeito.
Em sua fala, o advogado diz que a prisão de Adair foi um equívoco. “Equívoco que se iniciou na delegacia, através da malsã representação policial. Equívoco que foi seguido pelo Ministério público e que infelizmente, foi levado a efeito por uma decisão da 1ª vara criminal da comarca de Sorriso que decretou a prisão preventiva. A defesa, através do habeas corpus logrou êxito em demonstrar a ilegalidade dessa prisão. Mesmo porque Adair desde, que recebeu a notícia de que estava sendo investigado, se propôs a comparecer a todos os atos e atender ao chamamento da autoridade policial”, disse o advogado.
Adair foi preso temporariamente no dia 11 de janeiro deste ano em Ita (SC). Posteriormente a prisão foi convertida em preventiva que poderia deixa-lo atrás das grades durante o curso do processo. Porém, a decisão do TJMT possibilitou que Adair aguarde o decorrer do processo em liberdade.
Farias explicou que o TJ (Tribunal de Justiça) quando defere a liberdade de uma pessoa, não quer dizer que houve uma ilegalidade por parte da base. “Quer dizer que, a partir desse momento já não existe mais elementos suficientes para continuar. Ninguém vai ficar preso preventivamente “ad aeternum” (para sempre). 96 dias foi o tempo necessário para nossa investigação. Não quer dizer que houve um mau trabalho” disse o delegado que ainda ressaltou que representou pela prisão para poder trabalhar de forma tranquila sem que houvesse qualquer intervenção na investigação.
“Peço a gentileza e a cordialidade do advogado em tratar com respeito a nossa instituição, assim como nós tratamos todos os advogados aqui com total respeito” finalizou o delegado.
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