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Sorriso: déficit de funcionários da Politec faz população esperar quase 24h pela liberação de corpos
Parentes relatam que demora só aumenta sofrimento: 'Dor fica ainda maior'
Com déficit no quadro de servidores, a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) de Sorriso não tem conseguido atender a demanda em tempo hábil. Parentes relatam que a demora na liberação de corpos tem aumentado a dor e o sofrimento.
Na última sexta-feira (11), por volta da meia noite, Luzia Antunes da Silva, de 62 anos, foi vítima de um acidente de trânsito, na rua São Francisco de Assis, no bairro Vila Bela.
A pedestre – que foi atropelada por um motociclista – morreu no dia seguinte (12) após sofrer um traumatismo craniano encefálico. Além de sofrer com a perda de Luzia, a família precisou esperar mais de 20h para finalmente ter a liberação do corpo para quem fossem feitos os procedimentos fúnebres.
Em entrevista à TV Sorriso e ao Portal Sorriso MT, o genro da vítima, Severino Silva, relatou o drama que foi esperar para retirar o corpo da sogra do IML.
Ele contou que Luzia morreu às 13h40min de sábado, mas o corpo só foi liberado às 10h de domingo. “É um sofrimento muito grande a família ter que passar por isso. Queremos que as autoridades tomem uma atitude para que outras pessoas não tenham que passar por isso”, reclamou.
Outro lado
A Politec de Sorriso é responsável pelo trabalho de perícia nos crimes ocorridos no município. O gerente-regional da unidade, Luciano Nogueira, assumiu que o problema na liberação dos corpos existe porque foi necessária uma adequação na carga horária dos servidores.
Atualmente, a Politec do município conta apenas com dois servidores médicos legistas e dois técnicos de necropsia.
Nogueira explica que para evitar processo administrativo disciplinar por descumprimento da carga horária dos trabalhadores, a escala de trabalho precisa ser respeitada e, com isso, os funcionários não podem fazer hora extra.
“Estamos passando por um momento de adequação da carga horária dos servidores dentro do regime de plantão. Tivemos orientação do RH para que seja cumprido aquilo que está previsto em lei”, relatou.
O baixo número de servidores tem causados transtornos às famílias e o problema ainda pode piorar.
“A Situação tende a piorar na virada do ano. Um médico legista, por exemplo, tem férias programadas para o final de dezembro. Com isso, o serviço de medicina legal, por exemplo, como liberação de corpos e exame de lesão corporal tende a ficar mais demorado [e atingir até 24h]. A família, enquanto isso, infelizmente, terá que aguardar o serviço”.
Perguntado sobre o que pode ser feito para que os problemas não continuem, o gerente declarou é preciso esperar que o Estado aumente o efetivo ao convocar os peritos inseridos na lista de cadastro reserva.
Confira a reportagem completa no Cidade Alerta, programa da TV Sorriso (Record), aqui.