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Sorriso: "chocada", diz vizinha de sogra morta pelo ex-genro
Testemunha disse ter ouvido vários disparos e visto homem saindo da casa
A polícia ainda procura um marceneiro de 47 anos suspeito de assassinar a sogra quando tentava matar a mulher dele, de 36 anos, em Sorriso, no sábado (7).
Conforme a Polícia Civil, ele estava inconformado com a decisão da mulher em romper o relacionamento e tentou assassiná-la. De acordo com uma vizinha da família, todos estão chocados e traumatizados com o ocorrido.
Com uma arma, ele invadiu a casa da sogra, onde estava a mulher dele. Após perceber que o homem estava armado, Ivanilde de Fátima Sarnoski, de 57 anos, tentou proteger a filha Eliane da Silva Sarnoski e acabou sendo baleada. Eliane correu e se trancou em um banheiro da residência, mas foi atingida com alguns tiros disparados em direção à porta pelo marceneiro.
Uma vizinha da família afirmou que está chocada e traumatizada com a tragédia. “A gente nunca espera que esse tipo de caso vá acontecer com um vizinho. A família era muito sossegada e muito reservada. Era difícil ouvirmos alguma confusão ou algo parecido vindo da casa deles. Não davam problema para ninguém”, relata.
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A mulher conta que estava em casa no dia do crime, ouviu os tiros e chegou a ver o marceneiro no local. "Contei dois disparos e depois acabei ouvindo mais uns dois ou três. Acabei ficando muito assustada e só saí quando parei de ouvir os tiros. Quando fui para a rua, o vi saindo andando com a arma na mão. Logo depois, fui até a casa da família e vi os corpos da mãe e da filha. Nesse momento, já tinha muita gente lá e a ambulância chegou pouquíssimo tempo depois”, afirma.
Ela explica que na casa moravam Evanilde, o marido dela, Eliane e mais três crianças, frutos de um relacionamento anterior dela. A vizinha revela que apesar da tranquilidade na casa, pessoas próximas comentam que “a relação entre Eliane e o marceneiro era conturbada, pois haviam relatos de que ele era violento, mas que ela não queria que ninguém soubesse que estava sendo ameaçada”.
A mulher disse que se sentiu mal após o crime. “A gente fica pensando que não conhece as pessoas e, por isso, acabamos não ajudando nesse tipo de caso. É muito difícil não saber o que as pessoas estão passando e depois acontecer isso. Nós acabamos sentindo que poderíamos ter ajudado de alguma maneira”, desabafa.