Sorriso: abrigada denuncia ameaças e preconceito em Casa Abrigo da Mulher
A mulher afirma que é homossexual e que procurou ajuda na casa após ter sofrido abuso sexual.
Uma mulher, que não quis ser identificada, procurou a equipe de reportagem da TV Sorriso para denunciar uma situação vivida por ela e demais mulheres da Casa de Abrigo da Mulher de Sorriso.
Ela afirma que o lugar, que serve pra proteger mulheres em estado de vulnerabilidade, não tem sido um local seguro pra ela.
“Eu sou homossexual, estou sofrendo preconceito, tudo o que eu peço não vem. A própria coordenadora de lá (Casa Abrigo da Mulher) não gosta da minha cara e eu acredito que seja preconceito. Ontem mesmo ela me mandou embora e depois veio atrás de mim e eu só voltei pelo fato de estar grávida após sofrer abuso sexual, estou de oito meses. No começo disseram que eu não tinha o direito de ficar na casa. Me ofereceram pra ficar na Casa do Oleiro, que é um lugar de usuário de drogas e homens e eu não sei mais o que fazer e por isso eu fugi de lá, porque me sinto mais segura na rua, que lá dentro.”
A denunciante afirma ainda que as outras abrigadas também estão correndo risco. “Lá dentro tem abrigada louca com faca, todas nós estamos sendo ameaçadas. Como vou criar uma criança lá dentro com histórico de dependência, que esconde faca e que fuma droga lá dentro?”, indagou.
Uma segunda denúncia chegou até a equipe da TV Sorriso, por meio de uma carta, de outra mulher que está abrigada no local. Ela relata se sentir insegura com a presença de uma abrigada, que constantemente ameaça as demais com uma faca.
A secretária de assistência social, Jucélia Ferro, garantiu que iria fazer o levantamento do que está acontecendo no local. “Nós ficamos surpresos com isso. Ontem pela manhã eu estive na casa com o meu assessor, o Adriano, e nós encontramos a casa muito bem, com comida, limpa, as pessoas bem atendidas as crianças brincando, então causa surpresa. Nós pedimos que as pessoas viessem direto na Secretaria de Assistência Social, porque aqui nós conseguimos resolver de forma mais fácil.”
Sobre as ameaças que uma das mulheres que vivem no local estaria fazendo para as outras, Jucélia afirma que ela está acolhida no abrigo por determinação da justiça.
“Ela ia ser despejada e a assistência social por determinação judicial acolheu ela no abrigo. Nós não temos nenhum laudo de que essa pessoa tenha esquizofrenia. Hoje eu conversei com o secretário (municipal) de saúde, o Devanil (Barbosa), ele está com a psiquiatra na casa para fazer uma avaliação. Se isso for verdadeiro (dela ter esquizofrenia) ela é uma pessoa que precisa de ajuda e nós vamos ajudar. Após o laudo, se isso for verdade, nós vamos pedir que ela seja encaminhada para algum tratamento.”