Transporte coletivo gratuito garante acesso da população ao GAFFFF Sorriso 2026
Sorriso: “a médica não se importou”, diz mulher de idoso que morreu após passar pela UPA
Família acusa profissional de negligência médica
Uma família de Sorriso perdeu o patriarca, o senhor Geraldo Alexandre Júnior, de 64 anos, que faleceu há cerca de 11 dias após sofrer um infarto fulminante. Eles acusam a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de negligência por falta de pedido de exames e encaminhamento para o Hospital Regional de Sorriso (HRS).
O idoso trabalhava como vendedor de veículos. Após ser atendido na UPA e, segundo a família, ouvir da médica que estava apenas com fraqueza, o trabalhador decidiu, no dia seguinte ao atendimento médico, ir ao município de Guarantã do Norte para prospectar novas vendas. Mas, lá ele sofreu um infarto fulminante e morreu.
Em entrevista à TV Sorriso, nesta manhã, a viúva Silaine Semprebom Alexandre disse que a família está decepcionada com o atendimento recebido pelo Sistema Único de Saúde (SUS), e denuncia a médica responsável pelo caso (cujo nome não foi revelado) e a UPA por negligência no atendimento.
Eles querem cobrar uma explicação da médica na Justiça. “Ele estava com tosse, muita dor no peito e nas costas. Naquele dia [quando foi à UPA] o problema estava muito forte. A gente sabia que ele não estava tendo circulação e que iria infartar a qualquer momento porque estava até pálido. A doutora disse que ele não tinha nada e falou que ele estava bom e deu uma vitamina injetável, dipirona e mandou ele para casa”.
"Não fez nada", diz viúva
Silaine diz que a filha do casal insistiu que a médica solicitasse a realização de exames, como eletrocardiograma e ecocardiograma. “Mas ela não pediu exames e não tinha como saber o que ele tinha. Ela disse que ele estava com fraqueza, apenas. A doutora disse que ele não tinha nada. Mas no domingo à noite aquilo se agravou, deu muita falta de ar, dor no peito e infarto fulminante. Pelo histórico dele, no PSF Bom Jesus e na UPA, ela [médica] poderia ter encaminhado ele para o Hospital Regional de Sorriso. Mas ela [a médica] não se importou, não fez nada”.
A família disse que denuncia o caso a fim de que haja mudança no atendimento da UPA. “Meu marido dizia que não queria morrer até porque tem um filho muito novo [de 10 anos]. Ele morreu pedindo para isso não acontecer e a doutora poderia ter tratado dele. Ele pagava seus impostos em dia e merecia ter tido mais atenção pela doutora do SUS”.
Silaine diz que a família ainda vive o momento de luto e que a criança (um garoto de 10 anos), é a que mais está abalada com a morte do pai. “Isso é muito doído. A gente não nasceu para semente, mas a pessoa morrer doente por falta de cuidado é doído demais. A gente sabe que ele poderia ter ido para o Hospital Regional e morrido por lá, mas ela [a médica] poderia ter tentado, ter feito a obrigação dela”.
Outro lado
Procurada pela reportagem do Portal Sorriso, a assessoria de comunicação da Secretaria de Saúde disse que a pasta ainda não foi comunicada oficialmente sobre o caso.
Confira AQUI a reportagem completa no Cidade Alerta, programa da TV Sorriso (Record TV).