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Sindipetróleo vê atitude isolada: “Postos não suspenderão venda de etanol”
Grupo Aldo alegou que venda ficou inviável após lei que reinstituiu incentivos fiscais no Estado
O diretor-executivo do Sindipetróleo, Nelson Soares Junior, classificou como “atitude isolada” a decisão do empresário Aldo Locatelli de não vender mais etanol em sua rede de postos de combustíveis. Ainda segundo Soares, não há risco de interrupção na venda do produto em outros estabelecimentos do Estado.
A suspensão da venda nas unidades da rede Aldo se deu, segundo o grupo, em razão da modificação da lei que concede incentivos fiscais no Estado de Mato Grosso.
Pela legislação, o Estado poderia cobrar até 25% de ICMS sobre o produto e estava, segundo o Executivo, cobrando 10,5%. Com a alteração da legislação, aprovada em 2019 e que entrou em vigor este ano, a cobrança foi para 12,5%.
Conforme Nelson Soares, a modificação não impactará em mais de R$ 0,05 por litro no preço final do produto ao consumidor. Sendo que, em muitos casos, essa diferença pode ate ser absorvida pelos distribuidores e sequer chegar as bombas.
“A nossa orientação para os postos é que o aumento do etanol, em função da lei de incentivos fiscais que passou a vigorar a partir de hoje, deve ser de no máximo R$ 0,05. E que isso, inclusive, poderia ser absorvido pela usina e pela distribuidora e talvez nem chegar aos postos. Ou chegar menor que isso”, explicou Soares ao MidiaNews.
“Não há possibilidade de vários postos deixarem de comercializar o produto. De forma alguma. O etanol hoje representa 70% das vendas dos postos da cidade. Como que o posto vai parar de vender? A suspensão na rede Aldo é uma decisão unilateral do grupo Aldo”, acrescentou Soares.
Também conforme o diretor, a medida adotada pelo empresário Aldo Locatelli ocorre também em razão de o volume de etanol vendido em sua rede ser “insignificante”.
“Eles tem como foco o óleo diesel e chegou à conclusão que não era interessante [continuar a comercialização]. E é uma decisão do grupo deles. Nós não nos metemos na decisão individual de cada um”.
Soares disse ainda que já conversou com alguns empresários do setor nesta quinta-feira (2) e todos alegaram que o reajuste de fato não passou dos R$ 0,05. “Já falei, inclusive, com donos de usina. Ele falou que o preço hoje está acrescido do imposto e mais nada. Acho que temo aguardar os próximos 15 dias pelo menos e ver o comportamento dos preços o que acontece. Vou esperar segunda-feira para fazer a aferição do site na ANP e acredito que Mato Grosso continua tendo um dos etanóis mais baratos do Brasil”, concluiu o diretor.