Sindicatos prometem mais de 40 mil nas ruas em Mato Grosso
Centrais sindicais convocam paralisação de 24 horas
Trabalhadores dos mais diversos setores já deliberaram pela greve geral convocada pelas centrais sindicais para esta sexta-feira (28). Em Cuiabá, o movimento pretende reunir mais de 40 mil pessoas, entre professores das redes municipal, estadual e federal, motoristas de ônibus, bancários, servidores do sistema penitenciário, agropecuário, da saúde e do meio ambiente.
A paralisação de 24 horas é contra as reformas trabalhistas e da Previdência propostas pelo governo de Michel Temer, além da lei de terceirização, sancionada pelo presidente.
A Polícia Militar (PM) informou que até ontem pela manhã não havia recebido uma comunicação oficial sobre a realização do protesto, mas que conta com uma estrutura ou equipes de prontidão para acompanhar manifestações como estas e garantir a segurança dos presentes. A concentração dos manifestantes irá acontecer na Praça Ipiranga, a partir das 15 horas.
“A greve será a nossa resposta às arbitrariedades de um governo que só retira direitos da classe trabalhadora e promove o desmonte dos serviços públicos. Recentemente, juntos o Governo e o Congresso Nacional, aprovaram a emenda constitucional do teto de gastos públicos, (PEC 241 e PEC 55) que limitam por 20 anos os gastos públicos e também o projeto de lei que libera a terceirização para todas as atividades da empresa. Mas, se juntarmos força, na rua e cruzarmos os braços vamos conseguir barrar esse retrocesso”, convocou o presidente do Sindicato dos Bancários (Seeb/MT), Clodoaldo Barbosa.
Diretor do Seeb/MT, José Guerra, informou que na sexta-feira será mantido somente 30% do efetivo, que estarão realizando apenas serviços internos. Portanto, quem tiver conta com vencimento no dia 28 deverá ficar atento. Entre as opções, o cliente poderá recorrer aos caixas de autoatendimento ou mesmo à internet.
Para Barbosa, as reformas propostas pelo governo Michel Temer fazem parte do projeto de desmonte do Estado. “A reforma da Previdência significa entrega do nosso futuro aos bancos privados e aos empresários”, afiançou. Apenas na capital e Várzea Grande, o movimento deve fechar cerca de 100 agências bancárias.
Os trabalhadores do transporte coletivo também já confirmaram que 100% dos ônibus que circulam diariamente pela região metropolitana não devem sair das garagens nesta sexta-feira. Com o slogan "A educação no Brasil vai parar", o Sindicato dos Profissionais do setor (Sintep/MT) vem convocando a categoria para juntar-se ao movimento e dizer "não" as reformas.
Outras categorias que prometem engrossar o movimento são os servidores ligados ao Sindicato Agrícola, Agrário, Pecuário e Florestal do Estado (Sintap) e a Nova Central Sindical de Trabalhadores de Mato Grosso (NCST-MT), que mobilizam filiados e demais trabalhadores para que participem do ato.
A NCST-MT reúne 37 sindicatos e 4 federações filiados, que representam trabalhadores, em áreas como a indústria de produção de materiais plásticos, madeireiras, construção civil, transporte, setor hoteleiro, condomínios, trabalhadores rurais, fabricação de álcool, vestuário e têxtil, alimentação, construção e mobiliário, comércio, enfermagem, engenharia e turismo, além de servidores públicos.
Além da distribuição de panfletos, os sindicatos de servidores públicos do Estado vêm se articulam por meio das redes sociais e convidando o funcionalismo público e trabalhadores da iniciativa privada para adesão à paralisação marcada para esta sexta-feira.