Sindicatos acusam presidente de ocultar fraudes de Nadaf
Representantes alegam ainda que Hermes Martins assumiu o cargo de forma irregular
Dez dos quinze sindicatos econômicos de Mato Grosso que compõem a diretoria da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio) entraram com uma ação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), em que pedem o imediato e definitivo afastamento do atual presidente da entidade, Hermes Martins da Cunha.
Em fevereiro, os sindicatos haviam convocado uma assembleia geral para deliberar sobre o afastamento de Hermes Martins por até 180 dias por supostas irregularidades. No entanto, a reunião foi suspensa por decisão do juiz Nicanor Fávero Filho, da 4ª Vara do Trabalho de Cuiabá.
Na ação, os sindicatos acusam Hermes Martins de assumir de forma irregular o cargo de presidente, de “obstruir” provas de fraudes cometidas pelo ex-presidente da entidade, Pedro Nadaf, além de estar sendo processado por uma entidade classista por apresentar documentos falsos de uma empresa.
Os sindicatos citam ainda que o presidente abriu um Procedimento Ético Disciplinar contra eles por “vingança”, já que não concordam com a permanência dele no cargo.
Conforme a ação, Hermes Martins não poderia ter assumido a presidência da Fecomércio, após a renúncia do ex-secretário de Estado Pedro Nadaf, em setembro de 2015 - ocasião em que Nadaf foi preso na 1ª fase da Sodoma.
Segundo o documento, o artigo 24 do Estatuto da entidade ordena que em caso de afastamento definitivo ou vacância de qualquer um da diretoria, quem assume o cargo é o primeiro suplente da diretoria.
“Deste modo, consoante descrito no Estatuto Social, quem deveria ser presidente, era o então 1º Suplente da Diretoria, Fernando Mendonça França, e não Hermes Martins da Cunha”, diz trecho do documento.
“Apenas para esclarecer, Hermes Martins da Cunha somente poderia assumir a presidência, caso o afastamento se desse de forma temporária, o que não foi o que ocorreu, vez que o afastamento do presidente Pedro Nadaf se operou de forma definitiva, o que ensejaria a aplicação do parágrafo 2º, do artigo 24”, completa o documento.